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quarta-feira, junho 3, 2026

Censo 2022 do IBGE revela 87.362 localidades no Brasil, expansão técnica quadruplica mapeamento e evidencia contrastes entre áreas urbanas e rurais

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Levantamento do Censo 2022 do IBGE detalha cidades, vilas, povoados e quilombos, mostra Norte e Nordeste mais rurais e orienta serviços e políticas públicas

O Brasil soma 87.362 localidades, áreas onde há aglomerado permanente de habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE. O dado foi divulgado nesta segunda-feira, 24, no Rio de Janeiro.

O salto representa acréscimo de 65.476 em relação a 2010, quando eram 21.886 localidades. A atualização técnica quadruplicou o mapeamento e amplia a leitura do território.

O levantamento considera como as pessoas vivem, usam e nomeiam os lugares, não só limites político administrativos. O detalhamento apoia serviços e políticas. Informações, segundo o IBGE.

O que mudou no mapeamento

O IBGE atribui o salto a melhorias tecnológicas e metodológicas no Censo 2022 do IBGE, que ampliaram a identificação de aglomerados populacionais em todo o território.

“Esse crescimento aparece em todas as categorias mapeadas e está ligado tanto à melhoria das ferramentas de mapeamento, quanto ao aperfeiçoamento da metodologia usada pelo Instituto”.

Segundo o instituto, imagens de satélite ajudaram a refinar o mapeamento. Um dos meios de mapeamento utilizados são imagens de satélite de alta resolução espacial.

Retratos regionais

Sul e Sudeste concentram mais localidades em situação urbana, classificadas como cidades, vilas ou núcleos urbanos, indica o Censo 2022 do IBGE, com perfil demográfico mais denso e integrado.

No Norte e no Nordeste prevalecem povoados e lugarejos, retratando um Brasil onde o mundo rural segue presente e diverso, com modos de vida espalhados por extensas áreas.

As duas regiões também têm os maiores totais de localidades indígenas e quilombolas. São mais de 8,4 mil localidades quilombolas e cerca de 8,5 mil localidades indígenas, segundo o IBGE.

Para que serve esse detalhamento

O detalhamento de localidades orienta logística de serviços, planejamento de infraestrutura e rotas de turismo, ampliando a eficiência de ações no território mapeado pelo Censo 2022 do IBGE.

A base também apoia a distribuição de saúde e educação, além da conservação ambiental. É ferramenta útil a pesquisas acadêmicas e ao desenho e monitoramento de políticas públicas.

O que diz o IBGE

Para Felipe Leitão, gerente de Malha e Ordenamento Territorial do IBGE, identificar as localidades enriquece a leitura da população e dos lugares na escala do cotidiano.

Ele destaca que as localidades “não existem somente como categorias geográficas e estatísticas oficiais, mas principalmente como espaços de vida cotidiana e de significação social”.

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