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quarta-feira, junho 3, 2026

Revisão do IBGE redefine biomas, Mata Atlântica perde 1% de área e Cerrado ganha 1,8%, com mudanças em Belo Horizonte e no centro-norte de São Paulo

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Revisão do IBGE, com escala 1 para 250 mil, redefine limites, BH entra por completo na Mata Atlântica e o Cerrado se expande no centro-norte paulista

A Revisão do IBGE alterou os mapas de biomas, indicando perda de 1% de área da Mata Atlântica e ganho de 1,8% no Cerrado, com atualizações que reposicionam trechos em Minas e São Paulo.

Os limites foram reavaliados com mapeamento mais preciso, compatível com a escala de 1 para 250 mil, superior à antiga de 1 para 5 milhões, o que refinou fronteiras e corrigiu áreas antes generalizadas.

As mudanças reúnem análises de especialistas e verificações em campo, com foco em áreas questionadas por sociedade civil e governos, conforme informação divulgada pelo IBGE.

Belo Horizonte passa a integrar totalmente a Mata Atlântica

Em Minas Gerais, a área de Mata Atlântica foi ampliada nas proximidades de Belo Horizonte, englobando agora todo o município e áreas ao norte da capital, apontou a Revisão do IBGE.

A revisão abrangeu a Serra do Espinhaço e parte do Triângulo Mineiro, incluindo Sacramento, Uberaba, Fronteira e Planura, com atualização de limites em áreas de transição de biomas.

Também foram contemplados São Sebastião do Paraíso, Diamantina, Conceição do Mato Dentro, Belo Horizonte, Florestal e Juatuba, com ajustes que refinam o enquadramento em Mata Atlântica e Cerrado.

Cerrado avança no centro-norte paulista com proteção em lei

O Cerrado aumentou, principalmente no centro-norte de São Paulo, estado que possui lei de proteção para este bioma desde 2009, segundo a Revisão do IBGE.

No território paulista, a revisão contemplou o nordeste paulista e o centro-norte, abrangendo Franca, Barretos, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Piracicaba, Mococa e Votuporanga, com retificações de contorno.

Por que o mapa mudou, nova escala e expedições de campo

As revisões são recorrentes e derivam da publicação de 2019, Biomas e Sistema Costeiro Marinho do Brasil, que tornou o mapeamento compatível com a escala de 1 para 250 mil.

A base anterior, de 1 para 5 milhões, generalizava feições e fronteiras, o que motivou checagens e correções regionais com o novo detalhamento cartográfico.

As alterações partem de análise integrada de especialistas e de expedições de campo em áreas demandadas por sociedade civil e órgãos ambientais. Já foram realizadas cinco expedições.

O que muda na precisão dos limites de biomas

Com os limites revisados, os mapas de biomas ganham precisão para checar fronteiras e adequar áreas, alinhando registros locais e regionais, como destacou a Revisão do IBGE.

A atualização padroniza interpretações e dá transparência ao enquadramento de áreas em Mata Atlântica e Cerrado, contribuindo para diagnósticos e séries históricas mais consistentes.

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