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quarta-feira, junho 3, 2026

Economia brasileira cresce 0,1% no 3º tri de 2025, aponta FGV, consumo desacelera, investimento cai e exportações sobem, IBC-Br recua e IBGE divulgará o dado oficial em 4 de dezembro

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Monitor do PIB do Ibre/FGV indica avanço modesto e estabilidade em setembro, com serviços e consumo das famílias estagnados, FBCF em queda e exportações em alta, sinalizando tração limitada da economia brasileira

A economia brasileira registrou alta de 0,1% no terceiro trimestre de 2025 ante o segundo, com variação nula entre agosto e setembro. Em 12 meses, o avanço acumulado é de 2,5%, sinal de ritmo ainda moderado.

O levantamento do Monitor do PIB indica estagnação de serviços e do consumo das famílias, principais motores do PIB. Com menor tração doméstica, a atividade manteve desempenho tímido no período.

Em valores correntes, o PIB estimado no acumulado até o terceiro trimestre chegou a R$ 9,370 trilhões. O IBC-Br recuou 0,2% em setembro e 0,9% no trimestre, segundo Ibre/FGV, em 18, e Banco Central, em 17.

Crescimento trimestral e leitura dessazonalizada

As variações entre períodos foram dessazonalizadas, o que permite comparar trimestres e meses distintos. A leitura confirma um quadro de estabilidade em setembro e ganho marginal no trimestre.

Com a economia brasileira avançando pouco, a recuperação segue heterogênea entre setores. O indicador funciona como termômetro de curto prazo do PIB antes da estatística oficial do IBGE.

Consumo e serviços perdem tração

De acordo com a coordenadora Juliana Trece, serviços e consumo ficaram estagnados, “e os outros componentes pouco contribuíram para um desempenho mais forte da economia”.

No comparativo anual, o consumo das famílias desacelerou ao longo de 2025 e cresceu apenas 0,2% no terceiro trimestre, frente ao mesmo período de 2024, segundo o estudo do Ibre/FGV.

O Monitor do PIB ressaltou, “Apesar do resultado levemente positivo, o consumo de bens apresentou desempenho negativo, tanto em duráveis, como em não duráveis. O consumo de serviços, apesar de positivo, desacelerou significativamente no último trimestre”.

Investimento recua, exportações sustentam

A Formação Bruta de Capital Fixo caiu 0,4% na comparação entre os terceiros trimestres de 2024 e 2025, afetada por máquinas e equipamentos, primeira queda desde o trimestre móvel terminado em janeiro de 2023.

As exportações cresceram 7% no mesmo intervalo, maior alta desde o trimestre móvel encerrado em maio de 2024. Todos os grupos avançaram, com a indústria extrativa respondendo por cerca de 44% do aumento.

IBC-Br e calendário do dado oficial

Pelo IBC-Br, houve queda de 0,2% de agosto para setembro e retração de 0,9% no terceiro trimestre ante o segundo, enquanto o acumulado em 12 meses subiu 3%, segundo o Banco Central.

O IBGE divulgará o resultado oficial do PIB do terceiro trimestre de 2025 em 4 de dezembro. Até lá, o Monitor do PIB segue como sinalizador da economia brasileira no curto prazo.

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