| Não fique refém dos algoritmos, nos siga no Telegram e fique atualizado com as últimas notícias. |
Monitor do PIB do Ibre/FGV indica avanço modesto e estabilidade em setembro, com serviços e consumo das famílias estagnados, FBCF em queda e exportações em alta, sinalizando tração limitada da economia brasileira
A economia brasileira registrou alta de 0,1% no terceiro trimestre de 2025 ante o segundo, com variação nula entre agosto e setembro. Em 12 meses, o avanço acumulado é de 2,5%, sinal de ritmo ainda moderado.
O levantamento do Monitor do PIB indica estagnação de serviços e do consumo das famílias, principais motores do PIB. Com menor tração doméstica, a atividade manteve desempenho tímido no período.
Em valores correntes, o PIB estimado no acumulado até o terceiro trimestre chegou a R$ 9,370 trilhões. O IBC-Br recuou 0,2% em setembro e 0,9% no trimestre, segundo Ibre/FGV, em 18, e Banco Central, em 17.
Crescimento trimestral e leitura dessazonalizada
As variações entre períodos foram dessazonalizadas, o que permite comparar trimestres e meses distintos. A leitura confirma um quadro de estabilidade em setembro e ganho marginal no trimestre.
Com a economia brasileira avançando pouco, a recuperação segue heterogênea entre setores. O indicador funciona como termômetro de curto prazo do PIB antes da estatística oficial do IBGE.
Consumo e serviços perdem tração
De acordo com a coordenadora Juliana Trece, serviços e consumo ficaram estagnados, “e os outros componentes pouco contribuíram para um desempenho mais forte da economia”.
No comparativo anual, o consumo das famílias desacelerou ao longo de 2025 e cresceu apenas 0,2% no terceiro trimestre, frente ao mesmo período de 2024, segundo o estudo do Ibre/FGV.
O Monitor do PIB ressaltou, “Apesar do resultado levemente positivo, o consumo de bens apresentou desempenho negativo, tanto em duráveis, como em não duráveis. O consumo de serviços, apesar de positivo, desacelerou significativamente no último trimestre”.
Investimento recua, exportações sustentam
A Formação Bruta de Capital Fixo caiu 0,4% na comparação entre os terceiros trimestres de 2024 e 2025, afetada por máquinas e equipamentos, primeira queda desde o trimestre móvel terminado em janeiro de 2023.
As exportações cresceram 7% no mesmo intervalo, maior alta desde o trimestre móvel encerrado em maio de 2024. Todos os grupos avançaram, com a indústria extrativa respondendo por cerca de 44% do aumento.
IBC-Br e calendário do dado oficial
Pelo IBC-Br, houve queda de 0,2% de agosto para setembro e retração de 0,9% no terceiro trimestre ante o segundo, enquanto o acumulado em 12 meses subiu 3%, segundo o Banco Central.
O IBGE divulgará o resultado oficial do PIB do terceiro trimestre de 2025 em 4 de dezembro. Até lá, o Monitor do PIB segue como sinalizador da economia brasileira no curto prazo.