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Grupo de dez mulheres permanece deitado sobre colchões nos arredores da delegacia, denunciando indiferença do Estado e citando promessas não cumpridas sobre presos políticos
Um grupo de familiares de presos políticos venezuelanos faz uma greve de fome nas imediações de uma unidade policial em Caracas, para exigir a libertação dos detidos.
As mulheres, com idades entre 23 e 46 anos, se deitaram sobre colchões e mantêm a ação como protesto contra o que classificam como falta de respostas oficiais.
Conforme informação divulgada pela EFE, a mobilização tem durado dias e ganhou atenção por relatos de desmaios e dificuldades médicas, segundo ativistas e uma ONG local.
Como começou a greve e condições no local
Das dez mulheres que iniciaram a greve de fome às 6h de sábado, 14, uma desmaiou na segunda-feira e foi levada para um hospital de táxi, devido à falta de ambulâncias disponíveis, informou o ativista Diego Casanova à EFE.
No entorno da delegacia da Polícia Nacional Bolivariana, conhecida como Zona 7, há um pequeno quadro com o tempo decorrido da greve e uma faixa onde se lê, em apelo, “Liberdade para todos”.
A ONG Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos destacou a gravidade da situação e informou que as manifestantes permanecem deitadas sobre colchões enquanto pedem resposta imediata das autoridades.
Demandas, promessas e números citados
A ação foi motivada, conforme a organização, pelo “descumprimento” de promessas do presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, que em 6 de fevereiro garantiu a libertação de “todos” assim que a lei de anistia fosse aprovada.
A ONG publicou que os detidos, por sua vez, começaram a greve de fome na sexta-feira, 13, e que já estão “há mais de 120 horas nesta medida extrema de protesto” dentro da delegacia, frase divulgada pela própria organização.
Além disso, a ONG alertou que “a indiferença e a falta de respostas do Estado continuam a colocar em grave risco a vida e a integridade destas mulheres e dos presos políticos que também mantêm a greve de fome“, em publicação na rede social X.
Libertações e reação política
No sábado, 17 detidos foram libertados na Zona 7, segundo informou o presidente do parlamento, informação que faz parte do imbróglio entre as promessas de liberação e a continuidade dos protestos das famílias.
Os familiares afirmam que a demora nas respostas e a falta de cuidados médicos tornam a situação crítica, e cobram um calendário claro para a liberação dos presos políticos citados por autoridades e organizações.
O que dizem ativistas e ONGs
O ativista Diego Casanova, membro do Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos, tem sido uma das vozes que documentam o protesto e os incidentes no local, incluindo o desmaio e a necessidade de transporte por táxi ao hospital.
Fontes que acompanham o caso pedem atenção internacional e medidas urgentes para proteger a saúde das manifestantes, ao mesmo tempo em que exigem o cumprimento das promessas anunciadas pelas autoridades.
As informações apresentadas acima foram divulgadas à imprensa, conforme informação divulgada pela EFE.