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Apelo pela diplomacia no Oriente Médio vem após bombardeios que atingiram autoridades no Irã e confirmaram mortes, Papa insiste no diálogo para evitar abismo irreparável
O Papa Leão XIV lançou um apelo público por diplomacia e pelo fim da espiral de violência no Oriente Médio, diante do novo conflito que começou com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no último sábado, 28.
O pontífice advertiu sobre o risco de uma tragédia de enormes proporções e cobrou responsabilidade moral às partes envolvidas, pedindo que a tensão não se transforme em um abismo irreparável.
O pronunciamento do Papa também expressou solidariedade às vítimas das chuvas em Minas Gerais, e ressaltou a necessidade de promover o bem dos povos por meio do diálogo, conforme informação divulgada pela fonte recebida
Apelo do Papa e situação no terreno
Em declaração neste domingo, o pontífice afirmou, “Perante a possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, dirijo às partes envolvidas um veemente apelo para que assumam a responsabilidade moral de pôr um fim à espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável!”.
Os bombardeios ao Irã, segundo a fonte, deixaram centenas de feridos e mortos, incluindo autoridades do país, como o secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani, e o comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, o major-general Mohammad Pakpour.
A mídia oficial iraniana também confirmou na noite de sábado, 28, a morte do aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o cargo vitalício de líder supremo do país há 36 anos, informação que elevou a tensão regional.
Risco de escalada e chamada à diplomacia
O Papa pediu que “a diplomacia recupere o seu papel, e que seja promovido o bem dos povos, que anseiam por uma convivência pacífica, baseada na justiça”, e destacou que diplomacia no Oriente Médio deve prevalecer sobre ameaças e armamentos.
Em outro trecho da declaração, Leão XIV afirmou, “Acompanho com profunda preocupação o que está a acontecer no Oriente Médio e no Irã nestas horas dramáticas. A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”.
O apelo do Papa enfatiza a urgência de medidas diplomáticas, e reforça que a comunidade internacional deve buscar mecanismos de contenção para evitar uma escalada maior, porque a continuidade dos confrontos pode ampliar a crise humanitária e geopolítica na região.
Chuvas em Minas Gerais
O Papa Leão XIV também se solidarizou com a população afetada pelas chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais, declarando, “Estou próximo da população do estado brasileiro de Minas Gerais, atingida por violentas inundações. Rezo pelas vítimas, pelas famílias que perderam as suas casas e por todos aqueles que estão a trabalhar nas operações de socorro”.
O último balanço da Polícia Civil de Minas Gerais atualizou que o número de mortes causadas pela chuva chegou a 72, sendo 65 em Juiz de Fora e sete em Ubá, cidade onde uma pessoa continua desaparecida.
O chamado do Papa combina o pedido por diplomacia no Oriente Médio com um gesto de proximidade às vítimas no Brasil, destacando que, tanto em crises internacionais quanto em desastres locais, a resposta humana e o diálogo são essenciais para minimizar sofrimento e reconstruir comunidades.