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Recurso eleva promessas ao TFFF para mais de US$ 6,5 bilhões, meta é atrair capital privado e chegar a US$ 125 bilhões para preservar as Florestas Tropicais
A Alemanha confirmou 1 bilhão de euros ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre, o TFFF. O anúncio foi feito em Belém, com a ministra Marina Silva, e reforça o financiamento da preservação.
O compromisso chega após sinalização do chanceler Friedrich Merz na Cúpula do Clima, quando prometeu valor “considerável” ao instrumento que remunera a floresta em pé.
O presidente Lula esteve na COP30 para avançar em consensos sobre adaptação, transição justa e redução do uso de combustíveis fósseis, segundo anúncio feito por Marina Silva à imprensa, em Belém.
Detalhes do aporte e início da implementação
Marina Silva celebrou a entrada do recurso no TFFF, destacando o desenho do fundo e o foco nas Florestas Tropicais. O instrumento combina verbas públicas e privadas para pagar pela conservação.
“Tivemos a alegria que a Alemanha fez o anúncio do seu aporte (…) na ordem de 1 bilhão de euros para o TFFF…”, disse a ministra, ao lado de Lula, em declaração à imprensa.
Com a decisão, as promessas ao TFFF já superam US$ 6,5 bilhões. O objetivo é acelerar projetos e políticas de proteção, com monitoramento e resultados mensuráveis.
O aporte pretende consolidar um mecanismo de financiamento global, simples e escalável, conectando países com Florestas Tropicais a investidores comprometidos.
Meta de captação e papel do setor privado
O TFFF mira a captação de US$ 25 bilhões em recursos públicos de países investidores, como gatilho para destravar capital privado.
A estratégia é alavancar o investimento e somar US$ 125 bilhões dedicados à conservação das Florestas Tropicais, com governança e transparência.
Os repasses vão priorizar países com Florestas Tropicais, estimulando redução de desmatamento, restauração e economia de baixo carbono nas comunidades locais.
Combinando fundos soberanos e investidores institucionais, o TFFF quer ampliar escala e previsibilidade de financiamento climático.
Lula na COP30, consenso e combustíveis fósseis
Em Belém, Lula se reuniu com diferentes grupos negociadores para destravar acordos sobre adaptação e transição justa, temas centrais da COP30.
O presidente defendeu um mapa do caminho para reduzir o uso de combustíveis fósseis, com metas compatíveis às capacidades nacionais.
“É preciso que a gente diminua a emissão de gases do efeito estufa”, afirmou Lula, reforçando a urgência de decisões pactuadas.
Ele cobrou que a política reflita as aspirações sociais, preservando credibilidade da democracia e do multilateralismo nas negociações climáticas.
Justiça climática, financiamento e próximos passos
Lula insistiu na responsabilidade de países ricos apoiarem os mais pobres, com recursos e transferência de tecnologia, e na conversão de dívida em investimentos verdes.
“Precisamos convencer as pessoas. Empresas têm que pagar uma parte, as mineradoras, as pessoas que ganham muito dinheiro têm que pagar uma parte disso”, disse.
Sobre o debate público, o presidente reforçou a gravidade da crise climática. “A questão climática é uma coisa muita séria que coloca em risco a humanidade”.
Após a agenda em Belém, Lula voltou a Brasília, viaja a São Paulo na quinta, e segue para a Cúpula do G20, na África do Sul, para manter o tema no topo da agenda.
O avanço do TFFF ocorre com apoio da Alemanha, pressionando por mais compromissos e sinalizando escala para proteger Florestas Tropicais com resultados concretos.
A expectativa é que o aporte incentive novos países a contribuir, consolidando governança, métricas e transparência para destravar capital privado.
Com regras claras, o TFFF pretende remunerar resultados na preservação, alinhando proteção de Florestas Tropicais e desenvolvimento inclusivo.
O anúncio fortalece a mensagem do Brasil na COP30, unindo financiamento, metas e ação coordenada para conter o aquecimento global.