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Negociações entre EUA e Irã, mediador de Omã anuncia reunião em Genebra, consultas técnicas em Viena e depois alerta sobre riscos após ataques
Nos últimos dias, uma rodada de conversas entre EUA e Irã chegou a ser confirmada para acontecer em Genebra, com sinais de avanço diplomático.
O mediador, de Omã, celebrou progressos e compartilhou declarações otimistas, mas depois expressou profunda preocupação com nova escalada.
Tudo ocorreu em um intervalo de dias marcado por mensagens públicas e um aumento das tensões, conforme informações divulgadas pelo mediador Badr Albusaidi.
Sequência dos eventos e reações do mediador
Em 26 de fevereiro, o mediador afirmou estar satisfeito em confirmar que uma rodada de conversa entre os dois países aconteceria em Genebra, na quinta-feira, com um impulso positivo para ir além e buscar a finalização do acordo, segundo suas publicações.
No dia 26, o ministro de Omã disse que as negociações terminaram o dia com “progresso significativo”, e que os negociadores voltariam aos seus respectivos países para consultas, além de anunciar que “Discussões em nível técnico ocorrerão na próxima semana em Viena”.
Mensagens públicas e citações extraídas do diário
No dia 27 de fevereiro, Badr Albusaidi publicou foto de um encontro com o vice-presidente americano, J.D. Vance, e escreveu, “Sou grato pelo engajamento deles e espero avanços adicionais e decisivos nos próximos dias. A paz está ao nosso alcance”.
Ainda em 27 de fevereiro, o mediador compartilhou um vídeo de entrevista à rede de TV americana CBS News, afirmando que um acordo de país estava ao alcance. Em suas palavras, “Sem armas nucleares. Nunca. Estoque zero. Verificação abrangente. De forma pacífica e permanente. Vamos apoiar os negociadores para concluir o acordo”.
Recuo e alerta do mediador diante de nova escalada
Dois dias depois, em 28 de fevereiro, o tom mudou e o mediador declarou estar “consternado”. Ele escreveu que “As negociações ativas e sérias foram mais uma vez prejudicadas. Nem os interesses dos Estados Unidos nem a causa da paz global são bem atendidos por isso”.
O mediador também expressou preocupação humanitária, afirmando que reza “pelos inocentes que irão sofrer” e apelou, “Peço aos Estados Unidos que não se deixem arrastar ainda mais. Esta não é a sua guerra”.
Impacto humanitário e números citados
Segundo o Crescente Vermelho, organização civil humanitária que atua no Oriente Médio, a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irã deixou ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas, conforme relatório citado pelo mediador.
O mesmo relatório aponta que, em uma escola para meninas no sul do país, pelo menos 85 alunas foram mortas, informação que reforçou o apelo por contenção feito pelo mediador.
O quadro aponta para uma negociação em que avanços e recuos se alternam, enquanto o custo humano da escalada aumenta, e diplomatas citam a necessidade de verificação e garantias claras para qualquer acordo entre EUA e Irã.