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Guerra no Oriente Médio se intensifica com destruição da sede da IRGC, alegações de navios afundados por Trump e relatos de ataques a hospitais e escola com centenas de vítimas
A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra alvos no Irã se estendeu da madrugada de sábado até este domingo, com novos bombardeios e relatos de líderes iranianos entre as vítimas.
Autoridades militares dos EUA, do Irã e de Israel divulgaram mensagens nas redes sociais sobre danos e baixas, enquanto hospitais e escolas aparecem entre os alvos atingidos.
As informações reunidas para esta reportagem foram publicadas por Centcom, IRGC, Al Jazeera, Fars, Mizan, Magen David Adom e pela Sociedade do Crescente Vermelho, conforme apurado nas fontes oficiais citadas.
Bombardeios e número de vítimas
Somente até a tarde de sábado (28), ao menos 201 pessoas foram mortas e 747 ficaram feridas no Irã, a informação é atribuída a um porta-voz da Sociedade do Crescente Vermelho, organização civil humanitária.
Neste domingo, o Ministério da Educação do Irã atualizou para 153 o número de meninas mortas no ataque de sábado a uma escola em Minab, no sul do país, outras 95 alunas ficaram feridas.
Segundo o serviço nacional de emergência médica e desastres de Israel Magen David Adom, ataques retaliatórios do Irã deixaram nove pessoas mortas e 28 feridas, sendo duas gravemente.
Reivindicações das forças envolvidas e negativas
O Comando Central dos Estados Unidos, Centcom, afirmou nesta tarde, em publicação na rede social X, que a sede da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) foi destruída, informação que não foi confirmada pelo Irã.
O Centcom negou que o porta-aviões USS Abraham Lincoln tenha sido atingido por mísseis do Irã, como havia divulgado a IRGC.
Em suas redes sociais, Donald Trump disse que navios iranianos importantes foram afundados, afirmando, traduzido para o português, “Acabei de ser informado de que destruímos e afundamos nove navios da Marinha iraniana, alguns deles relativamente grandes e importantes, vamos atrás dos demais, em breve eles também estarão no fundo do mar!”
As Forças de Defesa de Israel, em publicação no X, divulgaram que “todos os líderes terroristas de alto escalão do Eixo do Terror do Irã foram eliminados”.
Alvos civis, hospitais e escolas atingidos
Relatos de imprensa e agências indicam que o Hospital Gandhi, no norte de Teerã, foi alvo de ataques aéreos israelenses e dos EUA.
“O Hospital Gandhi de Teerã foi atacado por ataques aéreos sionistas-americanos”, dizia a publicação, e as agências de notícias Fars e Mizan publicaram um vídeo, supostamente gravado dentro do hospital, mostrando destroços no chão entre cadeiras de rodas vazias.
Os dados oficiais sobre vítimas em escolas e hospitais elevam a preocupação humanitária, com centenas de civis mortos e feridos, e com relatos de infraestrutura de saúde danificada em Teerã e em outras regiões.
Baixas militares e perspectivas do conflito
Do lado americano, o Centcom informou que três militares do país morreram e cinco tiveram ferimentos graves durante os ataques ao Irã, “Vários outros” se feriram sem gravidade e devem retornar ao conflito.
Em paralelo, publicações oficiais israelenses disseram que mísseis do Irã foram disparados diretamente contra um bairro de Beit Shemesh, matando civis, segundo divulgação das Forças de Defesa de Israel.
Analistas advertem que a sequência de ataques e retaliações eleva o risco de uma escalada regional, com impacto direto em civis, logística militar e rotas marítimas, além de ampliar a crise humanitária dentro do Irã.
As informações sobre números e declarações usadas nesta reportagem foram compiladas a partir das comunicações do Centcom, declarações públicas do IRGC, publicações da Al Jazeera, das agências Fars e Mizan, e de relatórios da Magen David Adom e da Sociedade do Crescente Vermelho.