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Conforme relatos de organizações humanitárias e agências, os ataques ao Irã provocam mortes em massa, atingem 24 das 31 províncias e deixam dezenas soterradas, segundo fontes oficiais
A ofensiva militar desencadeada neste sábado, segundo relatos, causou destruição ampla e um elevado número de vítimas civis em diferentes regiões do país.
Hospitais receberam feridos em grande escala, equipes de resgate atuam em áreas com prédios atingidos e escolas foram alvo de ataques, agravando a crise humanitária.
Conforme informação divulgada pela Sociedade Crescente Vermelho e pela Agência de Notícias da República Islâmica (Irna), e reportada por agências como Al Jazeera.
Alcance dos ataques e balanço de vítimas
A Sociedade Crescente Vermelho informou que a ofensiva deixou ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas. A organização diz que 24 das 31 províncias do Irã foram alvo dos ataques.
As autoridades locais e equipes humanitárias trabalham para contabilizar desaparecidos e prestar atendimento às vítimas, enquanto relatos apontam para danos em infraestrutura civil.
Ataque a escola em Minab
De acordo com a Agência de Notícias da República Islâmica, um dos ataques foi em uma escola de meninas, em Minab, sul do Irã, deixando ao menos 85 alunos mortos e 60 feridos.
A agência acrescenta que cerca de 50 pessoas ainda estavam sob escombros após o ataque à escola, e equipes de resgate seguem buscando sobreviventes entre os destroços.
Contexto, justificativas e retaliação
Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ocorreram dois dias depois de uma rodada de negociações entre americanos e iranianos sobre os limites do programa nuclear do Irã.
O Irã afirma que sua tecnologia nuclear tem fins pacíficos, enquanto os Estados Unidos e aliados, especialmente Israel, não aceitam o desenvolvimento nuclear iraniano.
Ao justificar os ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse defender os americanos. Em retaliação, o Irã atacou países vizinhos que abrigam bases militares americanas.
De acordo com o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, o país tem o direito de se defender.
Reações internacionais e pedido de cessar-fogo
Diversos países, entre eles o Brasil, condenaram a ofensiva deste sábado, e a tensão provocou protestos diplomáticos em várias capitais.
A Organização das Nações Unidas pediu um cessar-fogo na região, enquanto organismos humanitários alertam para a necessidade urgente de assistência às populações atingidas.
O cenário segue volátil, com impacto humanitário crescente e apelos por diálogo para evitar nova escalada do conflito.