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A viagem, entre 18 e 21 de fevereiro, combina a participação na cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial em Nova Delhi e uma visita de Estado com Narendra Modi, com foco em parcerias econômicas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva partiu na manhã de terça-feira, dia 17, rumo à Índia, onde ficará entre os dias 18 e 21 de fevereiro. A comitiva inclui ministros, representantes de instituições públicas e uma missão empresarial.
Nos dias 19 e 20, Lula participará da cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, em Nova Delhi, evento que dará sequência ao chamado processo de Bletchley, voltado à segurança e governança de IA.
Segundo o Itamaraty, a agenda culmina em uma visita de Estado no dia 21, quando o presidente será recebido pelo primeiro-ministro indiano, além de negociações em comércio, defesa, saúde e tecnologia, conforme informação divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
Roteiro e logística da viagem
A delegação brasileira viajou na manhã de terça-feira, 17 de fevereiro, e fará uma escala em Túnis, capital da Tunísia, prevista para 23h20, no horário de Brasília. A permanência oficial na Índia vai de 18 a 21 de fevereiro, incluindo a cúpula em Nova Delhi e a recepção oficial por Narendra Modi.
Cúpula sobre Inteligência Artificial e processo de Bletchley
A participação brasileira na cúpula sobre IA busca articular posições em segurança e governança tecnológica, no âmbito do chamado processo de Bletchley, série de reuniões intergovernamentais que tratam do tema, segundo informações do Ministério das Relações Exteriores.
Nos debates, a delegação brasileira deve defender reformas multilaterais e maior coordenação internacional para mitigar riscos e promover inovação responsável na área de inteligência artificial.
Prioridades em saúde e farmacêutica
Além da agenda tecnológica, a missão quer aprofundar acordos no setor farmacêutico para atrair investimentos, ampliar o acesso a medicamentos e fomentar pesquisa. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a delegação terá foco nessas áreas.
Em suas palavras, “Nossa missão na Índia, essa potência farmacêutica, terá três grandes focos: trazer cada vez mais produtos e tecnologias para o Brasil, vamos assinar várias parcerias [na área], conhecer a medicina tradicional indiana e visitar os hospitais inteligentes”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Cooperação econômica, defesa e agenda multilateral
Durante a reunião com Narendra Modi, Lula e o primeiro-ministro indiano devem tratar de desafios ao multilateralismo e da necessidade de reforma abrangente da governança global, incluindo a já debatida reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, de acordo com o Itamaraty.
Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões, dado que reforça o interesse brasileiro em aprofundar laços econômicos, investimentos, cooperação espacial, transição energética e comércio de minerais críticos.
A comitiva também pretende avançar em temas como defesa, aviação, tecnologias digitais, acesso a medicamentos, indústria farmacêutica e parcerias em pesquisa, mantendo a ênfase na promoção do multilateralismo e em reformas das instituições globais.