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quarta-feira, junho 3, 2026

Parcerias comerciais Brasil Rússia: Lula, Alckmin e Mishustin defendem ampliar comércio, transferir tecnologia e diversificar exportações em agro, energia e saúde

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No fórum bilateral, líderes defenderam fortalecimento das parcerias comerciais Brasil Rússia, com metas para diversificação, cooperação em tecnologia, energia e saúde, e projetos de longo prazo

O encontro entre autoridades brasileiras e russas marcou uma ênfase na ampliação das parcerias comerciais Brasil Rússia, com foco em resultados práticos e previsibilidade para investidores.

Os participantes destacaram o papel central dos dois países na segurança alimentar e apontaram oportunidades para agregar valor às exportações, além de parcerias em tecnologia e saúde.

As declarações trouxeram compromissos para criar mecanismos de acompanhamento e lançar projetos de longo prazo, com saldo atual considerado abaixo do potencial.

conforme informação divulgada pela Agência Brasil

Divergência de cifras e necessidade de acompanhamento

O presidente brasileiro, segundo a agenda do fórum, insistiu na importância de manter mecanismo de acompanhamento das iniciativas para produzir resultados mais rápidos e benefícios concretos tanto para o Brasil quanto para a Rússia, e destacou que, para Lula, as cifras ainda não espelham o tamanho das duas economias.

Essa ênfase visa acelerar decisões e traduzir acordos em investimentos, especialmente onde há barreiras regulatórias ou ausência de rotas comerciais consolidadas.

Prioridade no agro e balanço comercial

À tarde, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, ressaltaram a força da parceria comercial entre os dois países, particularmente para o setor agrícola.

Alckmin afirmou, “O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. A Rússia, por sua vez, é ator de primeira ordem no fornecimento de insumos estratégicos para a agricultura”, sublinhando a complementaridade entre as economias.

O fluxo comercial entre os países em 2025 foi da ordem de US$ 11 bilhões, com mais importações do que exportações para o Brasil, dados que alimentam a agenda de diversificação.

Ampliação de industrializados, tecnologia e energia

O vice-presidente, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, apontou que a relação é marcada por baixa diversificação e concentração em produtos primários, e defendeu maior contato entre empresários e autoridades para ampliar as exportações de bens industrializados.

Mishustin concordou sobre a intenção de diversificar o comércio e lançar projetos de longo prazo, e disse, “Nós temos todas as oportunidades para alcançarmos resultados práticos em área química, energia, petróleo e gás, energia atômica, produção de medicamentos, exploração do espaço e outras áreas que representam interesse mútuo”.

O foco será atrair investimentos em tecnologia, energia e indústrias de maior valor agregado, com compromissos de segurança jurídica e previsibilidade, segundo autoridades brasileiras.

Saúde, transferência de tecnologia e soberania digital

No campo farmacêutico, Mishustin ponderou que os países têm “boas perspectivas” para cooperação, e afirmou, “Já estão sendo criadas as condições favoráveis dos produtos inovadores da Rússia para o mercado brasileiro. São preparados para doenças oncológicas e diabetes”.

O primeiro-ministro acrescentou que o País pode realizar transferência de tecnologias nesse setor e que há cooperação do setor regulatório brasileiro na análise dos medicamentos russos, o que pode acelerar acesso a tratamentos inovadores.

Mishustin também citou investimentos russos em ferramentas de cibersegurança e inteligência artificial, e disse, “Eu acho muito importante falarmos sobre a soberania digital também para o Brasil”, apontando outro eixo para cooperação técnica.

As conversas deixaram claro que os dois lados buscam transformar compromissos em acordos concretos, com foco em ampliar a pauta exportadora brasileira e integrar cadeias produtivas em setores estratégicos.

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