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quarta-feira, junho 3, 2026

Defesas de Bolsonaro e de outros réus questionam execução imediata das penas determinada por Alexandre de Moraes, anunciam recursos e alegam violação do direito de defesa

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Advogados declaram surpresa e indignação com a execução das penas dos sete réus do núcleo 1 da trama golpista, citam embargos infringentes, recursos no país e no exterior

As defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos demais réus do chamado núcleo 1 da trama golpista se manifestaram após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a execução imediata das penas e a prisão dos sete condenados.

Os advogados reagiram com surpresa, indignação e promessas de recursos, alegando, em diferentes termos, irregularidades processuais e cerceamento do direito de defesa.

As manifestações foram divulgadas após a decisão que indicou também o local do início do cumprimento das condenações, conforme informação divulgada pelo g1.

Defesa de Jair Bolsonaro

A defesa do ex-presidente informou estar surpresa com a execução imediatamente da condenação, e defendeu que ainda há possibilidade de interposição de mais um recurso contra a pena de 27 anos e três meses</b.

O advogado Paulo Cunha Bueno afirmou que, segundo o regimento interno do STF, caberia a apresentação de embargos infringentes, e ressaltou citando precedentes, “Cabe lembrar que por ocasião do julgamento do ex-Presidente Fernando Collor (AP 1025) e também do caso Debora Rodrigues dos Santos (AP 2508), só se certificou o trânsito em julgado, após o ajuizamento dos embargos infringentes, sendo surpreendente para a defesa a certidão de trânsito em julgado, com a inadmissibilidade de um recurso ainda não proposto”.

Braga Netto e a defesa militar

O advogado José Luis Oliveira disse que a defesa recebeu com indignação a decisão que executou as penas e reafirmou que a condenação do general é “absolutamente injusta e contrária à prova dos autos”.

Oliveira acrescentou que, na avaliação da defesa, o processo apresentou violações ao direito de defesa, e que serão tomadas todas as medidas cabíveis, inclusive perante cortes internacionais.

Augusto Heleno e críticas a motivações políticas

A defesa do general Augusto Heleno, representada por Mateus Milanez, afirmou sentir profunda indignação e alegou influência política sobre o processo.

Milanez declarou, “Reafirmamos nossa absoluta inocência do general Augusto Heleno. Diante da ilegalidade e de perseguição, nossa luta pela anulação deste processo viciado e pelo reconhecimento formal de sua inocência será incansável e intransigente”.

Anderson Torres e a alegação de ausência de participação

A defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres disse ter recebido a decisão com serenidade, e negou participação na trama golpista.

Segundo o advogado Eumar Novacki, a defesa lamenta que provas que, segundo eles, demonstram a não participação de Torres, “tenham sequer sido consideradas na decisão que o condenou a uma pena duríssima de 24 anos de prisão”. A defesa reafirmou que o ex-ministro não teve envolvimento direto ou indireto em tentativa de golpe.

Próximos passos e pendências

As defesas anunciam a apresentação de recursos, a análise de medidas internacionais e a insistência na anulação ou revisão das decisões, conforme os argumentos de cada defesa.

A reportagem informou que busca contato com as defesas do ex-ministro da Defesa Paulo Sergio Nogueira e do almirante Almir Garnier.

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