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quarta-feira, junho 3, 2026

PL Antifacção: relator Alessandro Vieira diz que PF não perderá recursos, Senado assume debate e texto endurece penas para facções e milícias

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Relator do PL Antifacção, Alessandro Vieira indica que a PF não perderá recursos, e Senado conduz debate para endurecer o combate ao crime organizado

O PL Antifacção volta ao centro do Congresso, com foco em preservar a Polícia Federal. O relator no Senado, Alessandro Vieira, afirma que a PF não perderá recursos com o texto em discussão.

A proposta, enviada pelo Executivo, passou pela Câmara dos Deputados com alterações. O projeto endurece punições contra facções e milícias, e restringe benefícios penais e processuais.

A relatoria no Senado foi definida por Davi Alcolumbre, que escolheu Vieira para conduzir e proteger o debate. As informações são de declarações públicas, conforme informações divulgadas pelo Senado.

O que muda no texto aprovado na Câmara

O texto aprovado na Câmara aumenta as penas para membros de facção ou milícia para 20 a 40 anos, e pode chegar a 66 anos para líderes. A meta é elevar a punição ao crime organizado.

O projeto determina que membro de facção deve cumprir, no mínimo, 85% da pena para progressão de regime. Também proíbe graça, anistia, indulto e liberdade condicional para integrantes dessas organizações.

Relatoria no Senado e disputa política

Alessandro Vieira foi escolhido relator do PL Antifacção por Davi Alcolumbre. A decisão busca blindar a análise no Senado diante da polarização observada na Câmara.

Alcolumbre afirmou, em plenário, a necessidade de proteger a discussão. “Eu gostaria de proteger esse projeto do debate que nós estamos vivenciando, infelizmente, na Câmara dos Deputados, entre situação e oposição. E proteger esse projeto, proteger esse relatório é defender verdadeiramente os brasileiros”.

Sobre o perfil do relator, Alcolumbre disse: “Tem na sua agenda pessoal o combate e a proteção dos brasileiros, enfrentando o crime organizado desde sua origem, em Sergipe, e tem uma larga experiência”.

Segundo Alcolumbre, Sérgio Moro e Flávio Bolsonaro solicitaram relatar o PL, porém ele preferiu Alessandro Vieira, visto como mais independente em relação ao governo e à oposição.

Atritos na Câmara e papel da PF

Na Câmara, a escolha do secretário de Segurança de São Paulo, o deputado Derrite, para relatar o PL Antifacção, gerou atritos entre Hugo Motta e partidos governistas, que disseram que a escolha “contaminou” o debate.

A primeira versão do relatório de Derrite, de cinco versões, previa submeter ações da PF contra o crime organizado a pedido formal do governador. O relator recuou e retirou essa previsão depois.

No Senado, Vieira indicou que a PF não perderá recursos com o PL Antifacção, e que o texto não limitará a atuação federal no enfrentamento às facções e às milícias.

Reações do governo e reunião dos Poderes

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, elogiou a escolha do relator. “Eu acredito que é a melhor decisão que poderia ter. É a pessoa mais abalizada e mais experiente no combate ao crime organizado que nós temos aqui”.

No dia seguinte à aprovação do PL Antifacção na Câmara, Edson Fachin, Davi Alcolumbre e Hugo Motta se reuniram na residência oficial do Senado para discutir ações contra o crime organizado.

Em nota, Alcolumbre destacou o diálogo institucional. “O diálogo permanente e responsável entre os Poderes é essencial para avançarmos, com celeridade e equilíbrio, na análise das propostas que impactam o sistema de justiça e a vida dos brasileiros e das brasileiras”.

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