26 C
Maceió
quarta-feira, junho 3, 2026

Quase 8 mil mortos em rotas migratórias em 2025, OIM alerta para cortes de financiamento e pede expansão de rotas seguras diante de naufrágios

Mais Lidas

Não fique refém dos algoritmos, nos siga no Telegram e fique atualizado com as últimas notícias.

Relatório da OIM aponta 7.667 mortos ou desaparecidos em rotas migratórias em 2025, queda aparente por menor registro, e destaca crise no Mediterrâneo, Ilhas Canárias e Chifre da África

A perda de vidas nas rotas migratórias continua sendo uma emergência humanitária global que exige resposta imediata.

Relatos apontam que menos pessoas realizaram viagens irregulares perigosas em 2025, mas cortes de financiamento comprometeram o monitoramento e o apoio a migrantes.

O relatório reforça que a redução de vias legais empurra mais pessoas para contrabandistas, aumentando o risco de naufrágios e desaparecimentos.

conforme informação divulgada pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

O que dizem os números e as causas

Segundo a OIM, as mortes ao longo das rotas migratórias caíram para 7.667 em 2025, de quase 9.200 em 2024, mas essa aparente redução reflete, em parte, o acesso cada vez menor à informação e a falta de financiamento para rastrear vítimas.

A organização, com sede em Genebra, afirma que cortes nos recursos, especialmente vindos dos EUA, forçaram a redução ou encerramento de programas que ajudavam migrantes, e que isso terá impacto grave sobre quem tenta viagens perigosas.

Rotas marítimas continuam entre as mais letais

As travessias marítimas permaneceram entre as mais mortais em 2025, com pelo menos 2.108 pessoas mortas ou desaparecidas no Mediterrâneo e 1.047 na rota atlântica para as Ilhas Canárias, na Espanha.

Esses números mostram que as tentativas de chegar a destinos mais seguros por mar seguem com alto custo em vidas humanas, e que os perigos aumentam quando alternativas legais não estão disponíveis.

Ásia e Chifre da África, pontos críticos

Cerca de 3 mil mortes de migrantes foram registradas na Ásia, mais da metade delas de afegãos, segundo a OIM, e 922 morreram ao cruzar o Chifre da África, do Iêmen aos Estados do Golfo.

Quase todos os mortos nessa rota eram etíopes, muitos em três naufrágios em massa, o que evidencia padrões regionais de risco que exigem atenção coordenada.

Alerta da liderança da OIM e caminhos possíveis

A diretora-geral da OIM, Amy Pope, afirmou, “A perda contínua de vidas nas rotas migratórias é uma falha global que não podemos aceitar como normal”.

Ela acrescentou, “Essas mortes não são inevitáveis. Quando as vias seguras estão fora de alcance, as pessoas são forçadas a empreender viagens perigosas e a cair nas mãos de contrabandistas e traficantes. Devemos agir agora para expandir as rotas seguras e regulares e garantir que as pessoas necessitadas possam ser protegidas, independentemente de seu status”.

Para especialistas ouvidos pela OIM, ampliar vias legais de migração, reforçar mecanismos de busca e salvamento, e restaurar financiamento humanitário são medidas essenciais para reduzir as mortes nas rotas migratórias e enfrentar a crise humanitária.

- Advertisement -

Mais Notícias

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Advertisement -

Últimas Notícias