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quinta-feira, junho 4, 2026

Família de Matheus Silveira exige extradição imediata do brasileiro detido pelo ICE nos EUA, denuncia demora, condições precárias e falta de respostas oficiais

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A família cobra explicações sobre a demora na extradição, afirma que Matheus está preso desde novembro, foi transferido para um centro na Lousiana e que a defesa não tem informações

A mãe relata preocupação com a demora na extradição e com o estado de saúde e das condições de detenção do jovem, que mora nos Estados Unidos desde 2019.

A família diz que Matheus já tinha autorização para sair do país, mas permanece sob custódia do ICE e foi movido para outro centro migratório esta semana.

Segundo a família e em nota do Ministério das Relações Exteriores, a defesa e os parentes não têm sido informados sobre prazos ou procedimentos, e pedem respostas imediatas, conforme informação divulgada pela família e por nota do Ministério das Relações Exteriores.

Transferência e situação processual

De acordo com relatos da família, Matheus Silveira foi preso por agentes do ICE logo depois da última etapa para receber o greencard, e permanece detido desde novembro.

Ele foi transferido esta semana para um centro de detenção migratória no estado da Lousiana, e a expectativa da família era que, após a transferência para uma unidade próxima ao aeroporto, ele embarcaria em dois dias, o que ainda não ocorreu.

A família afirma que, já detido, Matheus desistiu do processo para obter o visto permanente e solicitou a saída voluntária do país, pedido que, segundo parentes, ainda não foi atendido.

Reclamações sobre condições e comunicação

A mãe, Luciana Santos de Paula, descreve as condições como ruins, e cita problemas com alimentação e comunicação, em declaração reproduzida pela família.

Ela afirmou, “O tratamento é horroroso, é desumano, ele fica lá perdido. A alimentação é péssima, é pouca, a gente têm que pagar pela comida. A ligação é muito cara e não pode ficar ligando porque tem que pagar. O combinado era para ele ir para esse outro centro de detenção próximo ao aeroporto e dois dias depois embarcar”.

Além disso, a família diz que nem mesmo a advogada de Matheus tem recebido informações claras sobre o caso, o que aumenta a angústia dos parentes e impede o planejamento da extradição ou de medidas legais.

Impacto familiar e apoio consular

Matheus vive nos EUA desde 2019 e, desde 2024, é casado com a americana Hanna Silveira, que é militar e advogada, segundo relatos da família.

A mãe questiona a continuidade da detenção, e afirmou, “Não era para ele estar passando por isso. O juiz determinou a saída dele do país. Se eles não querem ele lá, por que estão prendendo ele lá? É muito cruel isso. A gente não entende isso e ninguém dá uma explicação”.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que presta assistência consular ao brasileiro e à família dele, sem detalhar prazos para transferência ou data de embarque.

Próximos passos e exigência de transparência

Familiares pedem maior transparência sobre o cronograma da extradição, acesso a documentação do processo e comunicação constante com a defesa.

Eles também exigem informação sobre as condições no centro de detenção e sobre quem pode ser acionado para acelerar a saída voluntária, se essa for a opção confirmada pelas autoridades.

O caso segue sob acompanhamento da família e com assistência consular, e os parentes avaliam medidas para pressionar por respostas mais rápidas das autoridades americanas, e por garantias sobre a segurança e integridade de Matheus durante o processo de retorno ao Brasil.

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