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Com 19.577 cotistas entre 42.499 classificados, o CNU 2025 consolida ações afirmativas, etapa discursiva ocorre em 7 de dezembro, segundo MGI e FGV
CNU 2025 registrou 19.577 candidatos cotistas entre 42.499 aprovados para a segunda fase, equivalente a 46,06%. O recorte reúne pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, as PCD, em todo o país.
O índice amplia a presença das políticas afirmativas no Concurso Público Nacional Unificado e muda o perfil de quem segue na disputa. A prova discursiva do CNU 2025 será aplicada em 7 de dezembro, com organização da FGV.
Os resultados foram publicados após a primeira etapa, com classificação por blocos temáticos e modalidades de inscrição, conforme informação divulgada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e pela FGV.
Percentuais e recortes da segunda fase
Entre os aprovados do CNU 2025 para a segunda fase, 46,06% concorrem às vagas reservadas. Em números absolutos, são 19.577 candidatos em cotas, de um total de 42.499 classificados para a etapa discursiva.
O sistema de reservas contempla pessoas negras, indígenas, quilombolas e PCD. A classificação está distribuída por blocos temáticos, com tabela por modalidade disponibilizada pelo MGI para consulta pública.
“Uma única pessoa pode concorrer e ser aprovada em diferentes modalidades de cotas.” O mecanismo também permite disputa simultânea na ampla concorrência, conforme previsto no edital do CNU 2025.
Como funcionam as cotas no CNU 2025
No CNU 2025, do total de 3.652 vagas, 35% são destinadas a ações afirmativas. O concurso recebeu 252.596 inscrições homologadas para vagas com cotas, segundo dados oficiais do MGI.
As candidaturas de pessoas negras somaram 210.882, o equivalente a 27,7% dos mais de 760 mil inscritos. As reservas foram aplicadas nos blocos temáticos com vagas suficientes, conforme as regras do edital.
Para cargos com baixa oferta individual, o MGI estabeleceu sorteios públicos dentro dos blocos, garantindo a aplicação das cotas sem prejuízo da concorrência geral no CNU 2025.
A legislação vigente no certame aplica integralmente a Lei nº 15.142/2025, que reserva 25% para pessoas negras, inclui 3% para indígenas e 2% para quilombolas. A reserva para PCD segue em 5%, conforme a Lei nº 8.112/1990.
Convocações e procedimentos obrigatórios
O MGI publicou no Diário Oficial da União de sexta-feira, 14, os editais de convocação de candidatos que optaram por vagas para pessoas negras, indígenas e quilombolas para confirmação complementar da autodeclaração.
Também houve convocação para o Procedimento de Caracterização da Deficiência de candidatos PCD aprovados. O comparecimento é obrigatório na data e horário informados na consulta individual do CNU 2025.
No atendimento, o candidato deve apresentar documento de identificação original, com apresentação visual, conforme a orientação dos editais. A validação é etapa indispensável para a manutenção da condição de cotista.
Comparativo com o CNU 2024 e oferta de vagas
Na primeira edição do concurso, o CNU 1, as ações afirmativas já haviam se destacado. Pessoas autodeclaradas negras foram 18,8% dos inscritos confirmados e 24,5% dos aprovados.
Entre os indígenas, a participação foi de 0,46% nas inscrições e chegou a 2,29% nos aprovados. Para PCD, foram 2,06% das inscrições confirmadas e 6,79% dos aprovados no CNU 2024.
Em 2025, o CNU 2025, também chamado de Enem dos Concursos, oferece 3.652 vagas em 32 órgãos federais. São 3.144 para nível superior e 508 para nível intermediário, com oportunidades amplas.
O MGI informa que 2.480 vagas são de preenchimento imediato e 1.172 para provimento no curto prazo, após homologação. Os cargos se dividem em nove blocos temáticos, com lista de preferência definida pelo candidato.
A classificação por blocos e modalidades, disponível no portal do MGI, detalha a distribuição por cotas no CNU 2025. A expectativa é de aumento da diversidade entre os futuros servidores federais.