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Lula diz que Brasil fará ‘qualquer sacrifício’ para prender magnatas da corrupção e do narcotráfico, e que levará Polícia Federal, Receita e ministérios para tratar do combate ao crime com Trump
Lula afirmou em Seul que o Brasil está disposto a medidas contundentes para combater o crime organizado, incluindo a prisão de grandes operadores do crime e da corrupção.
O presidente disse que levará delegações técnicas aos Estados Unidos, com representantes da Polícia Federal e de ministérios, em busca de cooperação no enfrentamento ao narcotráfico e ao tráfico de armas.
A fala integra a agenda presidencial durante viagens à Ásia e antes de um encontro previsto com Donald Trump em Washington no mês que vem.
conforme informação divulgada pelo g1.
Compromisso público e a declaração central
Em entrevista à imprensa em Seul, o presidente afirmou, em palavras diretas, “O desejo nosso é colocar os magnatas da corrupção e do narcotráfico na cadeia, e para isso nós faremos qualquer sacrifício”.
A frase foi usada por Lula para sinalizar endurecimento na retórica contra líderes de organizações criminosas e de esquemas de corrupção, enfatizando que o país fará esforços para responsabilizar pessoas de alto poder econômico.
Proposta de cooperação com os EUA e detalhamento da equipe
O presidente detalhou como pretende apresentar a proposta de cooperação ao governo dos Estados Unidos, dizendo, “Quando eu for aos Estados Unidos, eu vou levar junto comigo a Polícia Federal, a Receita Federal, o Ministério da Fazenda, o Ministério da Justiça e vou mostrar para ele [Trump] que se ele quiser, de verdade, combater o crime organizado, o narcotráfico, o tráfico de armas, o Brasil será parceiro de primeira hora, porque nós temos expertise nisso com a nossa Polícia Federal”, conforme a declaração dada em Seul.
Com essa proposta, Lula busca articular um esforço bilateral que envolva troca de informações, ações conjugadas e maior coordenação judicial e policial entre os dois países.
Agenda bilateral, comércio e retomada de negociações
Além do tema da segurança, o presidente disse que levará ao encontro com Trump uma pauta que incorpora interesses do Brasil, multilateralismo e democracia, e que, ao mesmo tempo, escutará a agenda americana.
Durante a visita à Coreia do Sul, Lula também comentou que as negociações para um acordo comercial entre a Coreia e o Mercosul serão retomadas, após terem ficado paradas desde 2021.
Ele relatou ter conversado com o presidente sul-coreano Lee Jae-Myung sobre a importância de retomar as discussões, com a expectativa de formar comissões e, se tudo correr bem, concluir acordos ainda este ano.
Viagem ao Oriente Médio e posição sobre tensões internacionais
Depois de Seul, a comitiva presidencial seguiu para Abu Dhabi para reunião com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, onde Lula afirmou que tratará de relações comerciais e políticas bilaterais.
Questionado sobre a tensão entre Estados Unidos e Irã, o presidente disse, “Eu não vou discutir a guerra do Irã, eu não sou representante da ONU, não sou do Conselho de Segurança como membro permanente da ONU. Eu vou discutir a relação comercial e política entre Brasil e os Emirados Árabes. Eu acho que nós não estamos precisando de guerra, estamos precisando de paz, estamos precisando de investimento, desenvolvimento que é isso que vai fazer melhorar a vida do povo”, em palavras proferidas em Seul.
Com declarações que combinam segurança, diplomacia e comércio, Lula traça uma agenda internacional que ele apresenta como focada em cooperação técnica e crescimento econômico, enquanto amplia o discurso sobre o enfrentamento aos chamados magnatas do crime.