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quarta-feira, junho 3, 2026

Peter Mandelson detido em Londres após revelações sobre Jeffrey Epstein, e-mails indicam troca de informações confidenciais enquanto era ministro

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Ex-embaixador Peter Mandelson, 72 anos, foi preso por suspeita de má conduta no exercício de cargo público, após governo repassar comunicações com Epstein

O ex-embaixador britânico nos Estados Unidos, Peter Mandelson, foi detido pela polícia em Londres nesta semana, em uma investigação ligada às suas relações com Jeffrey Epstein.

A detenção ocorre depois que o governo do primeiro-ministro Keir Starmer enviou comunicações entre Mandelson e Epstein às autoridades policiais, o que motivou o início de inquérito criminal.

O caso reacende o debate sobre contatos entre figuras públicas e o financista condenado, e sobre eventuais compartilhamentos de informação sensível no exercício de cargos oficiais, conforme informação divulgada pela Polícia Metropolitana de Londres e pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Prisão e a nota oficial da polícia

A Polícia Metropolitana de Londres informou, em comunicado ligado a uma investigação sobre um ex-ministro do governo, a detenção de um homem de 72 anos. Em nota oficial, “Os policiais prenderam um homem de 72 anos por suspeita de má conduta no exercício de cargo público”, frase divulgada pela força policial.

Fontes próximas ao caso dizem que a prisão é parte de uma apuração criminal iniciada após o governo repassar trocas de mensagens entre Mandelson e Epstein. A investigação ainda está em estágio inicial, com buscas e análise de documentos em curso.

E-mails divulgados e alegações

E-mails entre Mandelson e Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no final de janeiro, mostraram que os dois homens tinham uma relação mais próxima do que se sabia publicamente, e que Mandelson havia compartilhado informações com o financista quando era ministro no governo do ex-primeiro-ministro Gordon Brown, conforme os documentos tornados públicos.

As mensagens levantaram questionamentos sobre o teor das comunicações e se houve troca de dados com potencial caráter confidencial, quando Mandelson ocupava cargos ministeriais.

Reações políticas e afastamentos

Em meio à escalada do caso, Mandelson renunciou ao Partido Trabalhista de Keir Starmer e deixou seu assento na câmara alta do Parlamento. Em declarações anteriores, ele disse que lamentava “profundamente” sua associação passada com Epstein, mas não comentou as novas revelações.

Na semana passada, o irmão mais novo do rei Charles, Andrew Mountbatten-Windsor, também foi preso sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público, devido a alegações de que ele teria enviado documentos confidenciais do governo a Epstein, fato que intensificou a atenção pública sobre o tema.

O que vem a seguir

A investigação deve aprofundar análise de e-mails e demais comunicações entre Mandelson e Epstein, além de apurar possíveis responsabilidades penais. Autoridades indicam que novas diligências e entrevistas podem ocorrer nas próximas semanas.

O caso mantém em foco a relação entre figuras políticas e Jeffrey Epstein, e deve mobilizar tanto a esfera policial quanto a política, à medida que surgirem mais evidências e depoimentos.

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