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Filho de Maduro Guerra critica ação dos EUA e afirma que Venezuela “não irá se render” ao imperialismo
O deputado venezuelano Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente Nicolás Maduro, fez um pronunciamento contundente na Assembleia Nacional, declarando que a Venezuela “não irá se render aos Estados Unidos”. A declaração ocorreu em meio a fortes críticas à ação americana que resultou na prisão e envio de seu pai para os EUA.
A sessão na Assembleia Nacional foi conduzida por Jorge Rodríguez, conselheiro e negociador do governo Maduro. Durante seu discurso, o filho do presidente venezuelano, referindo-se ao pai carinhosamente como “papa”, pediu apoio e liberdade, classificando a operação como uma “mentira do imperialismo”.
Conforme informação divulgada pelo site de notícias Bahia Atual, Maduro Guerra argumentou que o povo bolivariano não é manipulável e que a consciência política neutraliza a propaganda imperialista. Ele enfatizou que a revolução venezuelana é um projeto sólido e não se resume a um momento.
Acusações de “mentira do imperialismo” e perseguição política
Nicolás Maduro Guerra acusou os Estados Unidos de disseminarem uma “mentira do imperialismo” para justificar as ações contra seu pai. Ele afirmou que a operação conduzida por Washington baseia-se em falsas alegações e que a família Maduro é alvo de perseguição política.
O deputado classificou o incidente como uma “ruptura gravíssima do sistema internacional”, demonstrando a tensão diplomática entre Venezuela e Estados Unidos. A declaração reforça a narrativa de que o governo venezuelano se vê como vítima de interferência estrangeira.
Contexto político e acusações contra Maduro
O cenário político na Venezuela é marcado pelo forte domínio do chavismo no poder Legislativo, com 256 dos 285 deputados sendo aliados do presidente Maduro. Essa maioria parlamentar confere ao governo uma base de apoio significativa dentro do país.
Em paralelo, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram indiciados por um júri federal de Nova York. As acusações incluem crimes graves como narcoterrorismo e conspiração para importação de cocaína. O presidente venezuelano responderá na corte americana por delitos como uso de arma de guerra, metralhadora e explosivos, além de lavagem de recursos provenientes do tráfico.
Vice-presidente assume interinamente
Em um desdobramento da situação, as Forças Armadas da Venezuela reconheceram a vice-presidente como presidente interina. Essa medida indica uma reorganização interna no governo venezuelano diante das acusações e da prisão de Nicolás Maduro.
A declaração de Maduro Guerra na Assembleia Nacional demonstra a resistência do governo e de seus apoiadores às pressões internacionais, reafirmando o compromisso com a soberania nacional e a continuidade do projeto bolivariano, mesmo em meio a um período de intensa crise política e diplomática.