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quarta-feira, junho 3, 2026

Encontro do PNCC em Brasília reúne mais de 600 agentes de cultura, fortalece comitês estaduais e planeja novas ações do Ministério da Cultura

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De 16 a 19, Brasília recebe mais de 600 agentes de cultura para avaliar o PNCC, fortalecer comitês, e alinhar ações com o Ministério da Cultura e parceiros

Brasília recebe, de 16 a 19, o Encontro do Programa Nacional dos Comitês de Cultura, o PNCC, com mais de 600 agentes de cultura reunidos para trocar experiências e planejar novas ações para os territórios.

Além dos agentes de cultura, participam gestores públicos, representantes da sociedade civil e servidores do Ministério da Cultura, com delegações de 23 estados e do Distrito Federal.

O foco é avaliar o PNCC, ampliar o acesso às políticas culturais e fortalecer redes locais de participação e comunicação, conforme informações do Ministério da Cultura.

O que é o PNCC e como funciona

Instituído em setembro de 2023 pela Portaria MinC nº 64, o PNCC valoriza a diversidade cultural, étnico racial e regional, fortalece identidades e adota participação e educação popular na implementação das políticas.

O programa opera em duas frentes, os Comitês de Cultura e os Agentes Territoriais de Cultura. Os comitês, instalados em 23 estados e no DF, buscam ampliar a participação social em redes socioculturais.

Os agentes de cultura são pessoas físicas com representatividade social, selecionadas por editais, responsáveis por mapear iniciativas regionais, mobilizar comunidades e aproximar sociedade e poder público.

Quem participa do encontro em Brasília

De acordo com o Minc, dos 601 agentes culturais esperados no encontro em Brasília, 203 vêm da Região Sudeste; 175, do Nordeste; 103, do Sul; 64, do Norte e 56 do Centro-Oeste.

Os agentes de cultura foram selecionados pelos Institutos Federais de Educação de 23 estados e do DF, e se somam a gestores, sociedade civil e servidores do MinC presentes no encontro.

“Vêm os representantes de todo o Brasil. A galera que está aí, fazendo acontecer, levando e trazendo notícia das políticas culturais; fazendo chegar nas pontas”, disse a ministra da Cultura, Margareth Menezes.

Representante LGBTQIA+ e integrante do Distrito Drag, Ruth Venceremos destacou a diversidade do país, “O diferencial do evento é que nele a gente discute cultura de forma articulada com outros temas que são importantes e caros para a sociedade, como é o caso do debate sobre a democracia. Não tem como a gente pensar em uma sociedade democrática se a gente não entender que a cultura é parte dessa construção”, afirmou.

Rede de Comunicadores Populares em destaque

Também em Brasília, no sábado 15, ocorreu o Encontro de Comunicadores Populares, em parceria com o Laboratório Digital da Universidade Federal do Paraná, para fortalecer a Rede Nacional de Comunicadores Populares.

Em nota, o secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, destacou, “Nosso desafio é transformar nossas iniciativas em histórias que tenham significado concreto para as pessoas. Quando a gente fala que está fazendo o maior investimento em cultura da história do Brasil, o que isso significa de concreto? Significa que, pela primeira vez, temos um cinema numa aldeia indígena; uma cidade pequena que nunca tinha tido acesso a teatro está garantindo isso para suas crianças, adolescentes e pais”, disse.

Para Gabriella Gualberto, chefe da Ascom do MinC, o saber do território é chave, “O conhecimento técnico, muita gente ensina, tem milhares de faculdades que ensinam. Mas, esse conhecimento territorial ninguém ensina, só quem nasce nele tem. E a gente vive num país de extensão continental, em que cada lugar tem seu jeito de fazer as coisas”, afirmou.

Por que isso importa para os territórios

O encontro integra políticas para garantir que as ações cheguem às pontas, com agentes de cultura mapeando projetos, articulando comitês e fortalecendo a comunicação entre comunidades e poder público.

A expectativa é que a troca entre regiões acelere o acesso a equipamentos e atividades, desde cinema em aldeias indígenas até teatro em cidades pequenas, gerando impactos contínuos nas redes culturais locais.

Com planos definidos em Brasília, agentes de cultura e comitês devem consolidar calendários, ampliar editais e qualificar a participação social, criando rotas para o acesso às políticas públicas de cultura.

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