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Antônio Seguro presidente de Portugal assume com votação superior a 3,3 milhões, em segundo turno contra André Ventura, em eleição marcada por baixa participação
A vitória do socialista Antônio Seguro foi confirmada no segundo turno das eleições presidenciais de Portugal, em uma disputa que teve grande atenção nacional e internacional.
O resultado consolida a preferência do eleitorado em uma corrida direta contra o candidato da extrema-direita, André Ventura, e inaugura a transição para o novo mandato a partir de março de 2026.
Os números divulgados mostram uma eleição com participação reduzida, com índices de abstenção próximos da metade dos eleitores inscritos.
conforme informação divulgada pela Agência Lusa
Resultado e dados oficiais
Conforme a apuração divulgada, “O socialista Antônio José Seguro foi eleito hoje (8) novo presidente de Portugal, ultrapassando a barreira de 3 milhões de votos.” Nos resultados parciais, “Com mais de 11 milhões de cidadãos aptos a votar, Seguro tinha conseguido, até as 21h30 (horário local), mais de 3,3 milhões de votos.”
O adversário, André Ventura, “tinha obtido 1,6 milhão de votos, e a abstenção estava próxima dos 50%.” Esses números sinalizam uma vitória ampla em votos, mas em um pleito com comparecimento reduzido.
Precedentes históricos com mais de 3 milhões de votos
A apuração ressalta que “Apenas outras quatro vezes desde 1976 um presidente da República foi eleito com mais de 3 milhões de votos no país, sendo Mário Soares o único a consegui-lo por duas vezes.”
O levantamento histórico cita que, “Na primeira eleição, em 1986, as únicas até hoje a terem um segundo turno, o histórico líder socialista obteve 3.010.756 de votos (51,18%) frente a Freitas do Amaral. Na reeleição, em 1991, 3.459.521 eleitores votaram em Soares, que venceu com expressivos 70,35%, uma percentagem que ainda hoje figura como a maior já registrada nas eleições portuguesas.”
Outros exemplos apresentados foram, “Antônio Ramalho Eanes também foi reeleito com mais de 3 milhões de votos (3.262.520, ou 56,44%) em 1980, enquanto Jorge Sampaio recebeu 3.035.056 milhões de votos (53,91%) na sua primeira eleição, em 1996.”
Contexto institucional e próximos passos
Esta eleição representa a 11ª vez que os portugueses foram às urnas escolher o presidente da República durante períodos democráticos, desde 1976, segundo a apuração divulgada.
O atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016, encerra o mandato em março de 2026, quando ocorrerá a transição formal para o novo chefe do Estado.
A contagem final e a cerimônia de posse seguem como próximos marcos institucionais, em um cenário político em que a vitória de Seguro restaura o comando do Palácio de Belém ao Partido Socialista após uma disputa polarizada.