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Nova liderança na Venezuela: Delcy Rodríguez empossa como presidente interina e pede diálogo com os EUA
A Venezuela amanheceu sob uma nova liderança interina nesta segunda-feira (5), com a jurista Delcy Rodríguez assumindo a presidência após a inesperada captura de Nicolás Maduro, que, segundo informações, foi levado pelos Estados Unidos em uma operação militar. Rodríguez, que já ocupava o cargo de vice-presidente, é a primeira na linha de sucessão, conforme determinado pela Suprema Corte do país.
Em seu juramento, Delcy Rodríguez expressou dor pelo que chamou de “sequestro” de Maduro e de outro líder, mas também honra em assumir a responsabilidade pelo povo venezuelano. A ascensão de Rodríguez ao poder interino, com um mandato inicial de 90 dias, marca um momento de grande tensão política e abre um novo capítulo na relação da Venezuela com os Estados Unidos, com um apelo por paz e cooperação.
A cerimônia de posse ocorreu em um contexto de grande instabilidade, com a maioria da oposição, incluindo o ganhador do Prêmio Nobel Machado, boicotando o pleito. Conforme noticiado, as Forças Armadas da Venezuela já haviam demonstrado apoio à nova liderança no domingo (4), reconhecendo Delcy Rodríguez como presidente interina logo após a prisão de Maduro.
Trajetória e conexões familiares de Delcy Rodríguez
Delcy Rodríguez, advogada trabalhista, é conhecida por suas fortes ligações com o setor privado e por sua lealdade ao chavismo. Sua trajetória política é marcada por fortes laços familiares, já que seu pai foi um líder revolucionário perseguido e morto pelo regime venezuelano nos anos 1970, na época apoiado pelos EUA.
A cerimônia de posse contou com a presença de seu irmão, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. Apenas um pequeno grupo de parlamentares, eleitos em maio do ano anterior, tomou posse, com a maior parte da oposição boicotando o pleito, conforme noticiado.
Apelo por paz e diálogo a Donald Trump
Em uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgada no domingo, Rodríguez fez um apelo direto por diálogo, fim das hostilidades e uma “agenda de colaboração”. A missiva, enviada menos de 24 horas após a captura de Maduro, visa evitar um conflito armado e promover a paz na região.
“Presidente Donald Trump, nossos povos e nossa região merecem paz e diálogo, não guerra”, declarou Delcy Rodríguez na carta. Ela propôs o estabelecimento de uma “agenda de cooperação” com Washington, baseada na “não ingerência”, ressaltando que essa postura sempre foi defendida pelo presidente Nicolás Maduro e é a atual posição da Venezuela.
Cilia Flores sob custódia e busca por estabilidade
Um detalhe relevante no novo cenário político venezuelano é a ausência da primeira-dama, Cilia Flores, que, conforme informado pela fonte, encontra-se sob custódia dos Estados Unidos. Sua situação adiciona mais uma camada de complexidade às relações diplomáticas e políticas entre os dois países.
A tomada de posse de Delcy Rodríguez e a busca por diálogo com os Estados Unidos ocorrem em um momento crucial para a Venezuela, que anseia por estabilidade e por um fim às tensões externas. A nova liderança interina busca trilhar um caminho de cooperação, priorizando a paz e o bem-estar de seu povo.