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PSOL pede prisão de Ramagem ao STF após vídeo em Miami, bancada do RJ diz que ele descumpriu proibição de sair do país e fala em risco de fuga
O PSOL pede prisão de Ramagem ao STF após ele ser visto em Miami em vídeo do site PlatôBR. Deputados do RJ dizem que o flagrante sinaliza descumprimento de medidas e risco de fuga.
Segundo os parlamentares, “tudo indica” que Alexandre Ramagem deixou o Brasil para escapar do processo. Eles cobram resposta imediata do STF e medidas para garantir a aplicação da lei.
Os nomes dos autores e a gravação em Miami foram divulgados nesta quinta-feira, conforme informação divulgada pelo site PlatôBR e pela bancada do PSOL-RJ.
O pedido ao STF
Assinam o pedido os deputados Pastor Henrique Vieira, Glauber Braga, Chico Alencar, Tarcísio Motta e Talíria Petrone. O grupo afirma que a prisão é necessária para resguardar o processo.
O requerimento sustenta que há descumprimento de ordem de Alexandre de Moraes e solicita decretação imediata de prisão preventiva. O PSOL pede prisão de Ramagem para evitar nova evasão.
Impedimentos e histórico do caso
Ex-diretor da Abin no governo Jair Bolsonaro, Ramagem é citado em investigações no STF. Segundo os parlamentares, ele estava proibido por Moraes de sair do país e teve de entregar passaportes.
De acordo com o pedido, Ramagem recorre em liberdade e a ida a Miami violaria medidas impostas. Os deputados afirmam que a conduta reforça o risco de obstrução e a necessidade de custódia.
Andamento do processo
A suposta viagem ocorre perto do fim da tramitação e da execução de penas de investigados do caso, segundo os autores. O avanço processual é usado como argumento para urgência do pedido.
Na semana passada, os réus do Núcleo 1 tiveram os recursos negados pela Primeira Turma do STF. As defesas devem protocolar novos recursos para tentar evitar cumprimento imediato das decisões.
O que diz a defesa
A defesa de Alexandre Ramagem informou que não vai se pronunciar. Os deputados dizem que a ausência de esclarecimentos reforça a necessidade de resposta do Supremo para garantir o curso da Justiça.