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Relatório da OMS sobre violência contra mulheres aponta riscos à saúde, início precoce e desigualdade regional, e pede ação urgente e financiamento dos governos
A OMS acende um alerta global, 840 milhões de mulheres foram alvo de violência contra mulheres no mundo. O número revela uma crise difusa, que atravessa fronteiras, classes e idades.
As consequências atingem a saúde, com gestações indesejadas, maior risco de infecções sexualmente transmissíveis e depressão. O impacto se estende à vida social, ao trabalho e à segurança econômica.
A violência começa cedo e persiste. Nos últimos 12 meses, 12,5 milhões de adolescentes de 15 a 19 anos, 16% do total, sofreram violência física e/ou sexual praticada por parceiro, conforme informação divulgada pela OMS.
Riscos à saúde e atendimento
“Os serviços de saúde sexual e reprodutiva são um importante ponto de entrada para que as sobreviventes recebam o atendimento de alta qualidade de que precisam”. A diretriz reforça acolhimento e cuidado.
O acesso oportuno reduz danos, trata ISTs, apoia a saúde mental e previne novas agressões. Integrar protocolos e treinar equipes melhora a identificação e o encaminhamento das sobreviventes.
Violência começa cedo e persiste ao longo da vida
O relatório indica que o risco não é episódico, ele atravessa fases da vida. A adolescência é uma janela crítica, e a violência no namoro impacta a saúde, a escolaridade e a autonomia financeira.
Em um ano, 12,5 milhões de jovens de 15 a 19 anos sofreram agressões por parceiro íntimo, 16% do total. Políticas de prevenção, educação e proteção devem priorizar esse grupo.
Desigualdade regional e média global
“Embora a violência ocorra em todos os países, mulheres em países menos desenvolvidos, afetados por conflitos e vulneráveis às mudanças climáticas são afetadas de forma desproporcional”. A mensagem é inequívoca.
Na Oceania, com exceção da Austrália e da Nova Zelândia, a prevalência de violência por parceiro no último ano foi de 38%, mais de três vezes a média global, de 11%, cenário que escancara a desigualdade.
Lacunas de dados e apelo à ação
Mais países coletam informações, porém há lacunas sobre violência sexual praticada por não parceiros e sobre mulheres indígenas, migrantes e com deficiência, o que limita políticas eficazes e monitoramento.
Para acelerar o progresso global e mudar vidas, o documento pede ações governamentais decisivas e financiamento adequado, conectando prevenção, proteção, justiça e serviços, com foco em violência contra mulheres.