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quarta-feira, junho 3, 2026

Fraudes financeiras de até R$ 12 bilhões, diz PF, impulsionam Operação Compliance Zero e liquidação da Master Corretora pelo Banco Central

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PF estima fraudes financeiras de até R$ 12 bilhões, apurações miram o Banco Master, e o Banco Central liquida a Master Corretora na Operação Compliance Zero

A Polícia Federal estima que as fraudes financeiras investigadas na Operação Compliance Zero possam alcançar R$ 12 bilhões. O foco são emissões de títulos e operações de crédito suspeitas no Sistema Financeiro Nacional.

Em paralelo, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Imobiliários. A medida ocorre em meio à pressão por transparência e ao avanço das diligências.

O Banco Master é apontado como alvo central, após ofertas de rendimento e operações com precatórios elevarem dúvidas. Ontem (17), o grupo Fictor anunciou que compraria o Master, conforme informação divulgada pela Agência Brasil.

O que apura a Operação Compliance Zero

Iniciada em 2024, a Operação Compliance Zero apura fraudes financeiras ligadas à emissão de títulos de crédito falsos por instituições do Sistema Financeiro Nacional.

Segundo as investigações, haveria simulação de empréstimos e de valores a receber, com posterior negociação dessas carteiras com outros bancos, o que inflava artificialmente balanços.

Após aprovações contábeis, os créditos e títulos suspeitos eram trocados por outros ativos, sem avaliação técnica adequada, elevando riscos para o mercado e para investidores.

Ação do Banco Central e o regime especial

O Banco Central oficializou, por comunicado, a liquidação extrajudicial da Master Corretora. A decisão busca preservar a ordem no sistema e garantir a correta administração dos ativos.

O documento nomeia a EFB Regimes Especiais de Empresas como liquidante extrajudicial, com “amplos poderes de administração e representação da sociedade”, e indica Eduardo Felix Bianchini como responsável técnico.

Banco Master, rendimentos e precatórios

O Master adotou política agressiva de captação, oferecendo até 140% do Certificado de Depósito Bancário (CDI) a quem comprava papéis da instituição, acima do normal para bancos menores.

As taxas médias desses bancos ficam em torno de 110% a 120% do CDI, o que acentuou a atenção do mercado e de reguladores para os riscos e a sustentabilidade das operações.

Negócios com precatórios ampliaram dúvidas sobre a situação financeira do Master, e a emissão de títulos em dólares não conseguiu captar recursos, pressionando ainda mais a instituição.

Posicionamentos, BRB e próximos passos

Em nota, o BRB afirmou: “[O BRB] sempre atuou em conformidade com as normas de compliance e transparência, prestando, regularmente, informações ao Ministério Público Federal e ao Banco Central sobre todas as operações relacionadas [às negociações de compra do] Banco Master”.

A PF segue apurando as fraudes financeiras e seus impactos, com o Banco Master no centro das diligências. O avanço das medidas do Banco Central tende a orientar os próximos passos.

A Agência Brasil informou que tenta contato com Paulo Henrique Costa e com Dario Oswaldo Garcia Júnior ou seus advogados, bem como com a defesa de Vorcaro, para incluir posicionamentos dos citados.

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