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Diretor-geral Andrei Rodrigues diz que apurações não confirmam cooperação com o terrorismo internacional, enquanto EUA ampliam iniciativas na Tríplice Fronteira
A Polícia Federal afirmou que não há evidências de cooperação entre facções criminosas do Brasil e grupos ligados ao terrorismo internacional, apesar de relatos e teorias sobre conexões na região de fronteira.
Segundo o diretor-geral Andrei Rodrigues, quando as apurações avançam, o suposto elo se desfaz e não sustenta acusação de narcoterrorismo envolvendo facções brasileiras e organizações estrangeiras.
O debate cresceu com ações dos EUA na Tríplice Fronteira e menções ao Hezbollah. As informações são, conforme declarações de Andrei Rodrigues, do Departamento de Estado dos EUA, e entrevista de Enrique Riera à CNN.
O que disse a PF
Andrei Rodrigues reforçou que o foco é evidência, e destacou cooperação policial em áreas sensíveis, incluindo a Tríplice Fronteira, para separar crime transnacional de terrorismo internacional.
Para ele, ao avançarem as apurações, o cenário de cooperação alegado “não se confirma”, o que reduz a hipótese de vínculo entre facções brasileiras e grupos classificados como terroristas no exterior.
Rodrigues avaliou ainda, “[Isso] é, muitas vezes, usado até como fator de pressão geopolítica, na qual nós não vamos entrar”.
Especialistas em relações internacionais alertam que o “combate ao terrorismo”, e um suposto “narcoterrorismo”, podem ser usados como estratégias de influência geopolítica em disputas regionais.
Tríplice Fronteira em foco
Em maio, os EUA ofereceram “U$$ 10 milhões por informações que levem à interrupção de mecanismos financeiros do Hezbollah na Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai”.
Conforme o Departamento de Estado dos EUA, “o Hezbollah atua na região por meio de tráfico de drogas, contrabando e outros crimes”, o que alimenta investigações financeiras na fronteira.
No Paraguai, o ministro Enrique Riera disse à CNN que o país abrigará escritório do FBI para ações na área. A cooperação ocorre em meio a alertas sobre terrorismo internacional e crime transnacional.
Hezbollah, classificação e política
Embora não seja classificado como terrorista pela ONU, o Hezbollah é considerado terrorista por Washington e aliados, como Reino Unido, Israel e Alemanha, moldando debates sobre terrorismo internacional.
Criado em 1982 para resistir à invasão de Israel no Líbano, o grupo também é partido político e participa de governos locais, fator que complexifica medidas de sanção e cooperação judicial.
O que observar a seguir
A PF sinaliza que manterá monitoramento, troca de informações e foco em provas, evitando generalizações de narcoterrorismo, para não confundir atividades de crime organizado com terrorismo internacional.