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Sarampo: Ministério da Saúde recomenda vacina “dose zero” para bebês após 3 casos em SP
O Ministério da Saúde intensificou as recomendações de vacinação contra o sarampo em São Paulo após a confirmação de três casos em crianças com menos de dois anos na zona norte da capital. A medida visa frear a disseminação do vírus em uma faixa etária considerada mais vulnerável.
A orientação se estende também a Guarulhos, cidade vizinha a São Paulo, devido ao alto fluxo de pessoas entre os municípios. A ação busca proteger bebês e impedir novos contágios, reforçando as campanhas de imunização já existentes.
A vacina recomendada é a chamada “dose zero”, destinada a bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias de idade. Este imunizante funciona como uma proteção adicional e emergencial, crucial para bebês que ainda não atingiram a idade para as doses regulares do calendário nacional. A aplicação é gratuita pelo SUS.
Conforme informado pelo Ministério da Saúde, a “dose zero” não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação, que são disponibilizadas gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças a partir de 12 meses e adultos até 59 anos.
Medidas de Vigilância Ativas
Além da intensificação da vacinação, as autoridades de saúde estão implementando um plano de vigilância robusto. Isso inclui a busca ativa por novos casos suspeitos, a identificação e o monitoramento de pessoas que tiveram contato com os infectados, além de investigações epidemiológicas detalhadas. O objetivo é realizar um bloqueio vacinal rápido nas áreas de maior risco para conter a transmissão local do sarampo.
Origem dos Casos e Contexto Internacional
O Ministério da Saúde aponta que os três casos recentes em São Paulo podem ter sido contraídos por contato com viajantes vindos do exterior. Duas das crianças infectadas frequentam a mesma creche, e a terceira reside na mesma região, indicando uma possível cadeia de transmissão localizada. O Brasil mantém o status de país livre do sarampo, pois os casos registrados são considerados de importação, e não de transmissão sustentada no território nacional.
No entanto, a situação em outros países das Américas, especialmente na América do Norte, é preocupante. O México, por exemplo, registrou mais de 11 mil casos neste ano, enquanto os Estados Unidos e o Canadá também contabilizam milhares de infecções. Essa circulação elevada levou a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) a retirar o status de região livre de transmissão endêmica do sarampo do continente americano no ano passado.
Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.