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Alagoas: Mais de 1 milhão de pessoas saem da insegurança alimentar grave
Um marco significativo na luta contra a fome foi alcançado em Alagoas, onde mais de 1 milhão de pessoas deixaram a condição de insegurança alimentar grave nos últimos anos. Este feito representa uma vitória histórica para o estado, impulsionada por uma rede robusta de políticas públicas de assistência social e combate à vulnerabilidade social, implementadas pelo Governo de Alagoas ao longo da última década.
Os dados, obtidos com exclusividade pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), indicam que 1.078.000 alagoanos superaram a privação severa de alimentos entre 2022 e 2024. Este número corresponde a 34,4% da população do estado, estimada em 3,12 milhões de habitantes, segundo o Censo de 2022 do IBGE.
O desempenho de Alagoas destaca-se como a maior redução proporcional entre os nove estados nordestinos, superando outras unidades federativas com populações semelhantes. O sucesso é atribuído à continuidade de programas sociais iniciados em 2015 e à expansão de iniciativas como o programa Alagoas Sem Fome.
Redução expressiva com políticas contínuas
A estratégia do governo estadual tem sido a consolidação e o avanço de políticas públicas voltadas para a segurança alimentar e o desenvolvimento social. O governador Paulo Dantas ressalta que a continuidade administrativa foi fundamental para os resultados positivos. “Políticas públicas não sofreram descontinuidade desde 2015”, afirmou.
A metodologia utilizada para a medição é a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), que avalia a experiência real das famílias em relação ao acesso a alimentos. Segundo o MDS, 56 mil domicílios em Alagoas ainda se encontram em situação de insegurança alimentar grave, afetando cerca de 157 mil pessoas, o que representa 5% da população total.
Programas que transformam vidas
Ações como o Restaurante Popular, que oferece refeições nutritivas a preços acessíveis, e o programa Alagoas Sem Fome, que arrecada e distribui alimentos, têm sido essenciais. A beneficiária Auzenir Maria, usuária do Restaurante Popular do Jacintinho, em Maceió, relata a mudança em sua vida: “Eu me alimentava muito mal. Quando comecei a comer aqui, passei a ter uma boa saúde. Por isso estou aqui todos os dias”.
Outras iniciativas como os cartões Escola 10 e Cria, além do programa Padarias Artesanais, complementam a rede de proteção social. Raniele Mendes, participante do curso de padaria artesanal, destaca o impacto em sua comunidade: “Complemento a renda e tem me ajudado bastante. Muitas pessoas que fizeram o curso colocaram em prática o que aprenderam e vivem uma nova realidade”.
Emprego e renda como motores da mudança
O recuo da fome em Alagoas também está diretamente ligado ao fortalecimento da economia local. A geração de empregos formais, a qualificação profissional e o incentivo à produção no campo criaram um ciclo virtuoso. Entre 2022 e 2024, o estado registrou a criação de 60 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, impulsionados principalmente pelo setor de serviços e turismo.
Programas como o Escola do Turismo, que oferece capacitação gratuita, e os investimentos no campo, com aportes superiores a R$ 90 milhões em 2025, fortalecem as cadeias produtivas e estimulam o comércio no interior. O programa Planta Alagoas, por exemplo, entregou 600 toneladas de sementes, com impacto estimado de 68,6 mil toneladas de grãos.
O Governo de Alagoas lançou em março deste ano o 1º Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Alagoas (Plansan-AL), que prevê ações estruturantes para garantir o acesso regular a alimentos saudáveis e de qualidade, consolidando o estado como referência nacional no combate à fome.
Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.