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Olhe Para Mim, de Rafhael Barbosa, tem estreia mundial no Olhar de Cinema e foi selecionado pelo edital da Secult no IV Prêmio de Incentivo à Produção Audiovisual
O longa alagoano ‘Olhe Para Mim’ fará sua estreia mundial na 15ª edição do Olhar de Cinema, em Curitiba, entre 4 e 13 de junho, integrando a Mostra Competitiva Brasileira de Longas-Metragens.
Selecionado no IV Prêmio de Incentivo à Produção Audiovisual em Alagoas, edital da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa, o filme é uma fantasia alegórica inspirada no imaginário às margens do Rio São Francisco.
A produção, realizada pela La Ursa Cinematográfica e distribuída pela Olhar Filmes, teve cerca de 70% das filmagens em Penedo e apoio da Lei Paulo Gustavo, do FSA, Ancine e prefeituras locais, segundo nota da Imprensa do Governo de Alagoas.
Enredo, temas e personagens
Na narrativa, Marcelo convive há dez anos com o desaparecimento da mãe durante uma festa religiosa, e encontra Sandra e o filho Ivan, viajantes misteriosos que abrem uma jornada de encontros sobrenaturais, memórias e experiências transcendentais.
O diretor Rafhael Barbosa explica que o filme aborda a dimensão simbólica da maternidade para filhos queer, e que a mãe é representada por figuras míticas como a rasga-mortalha, entidade ancestral meio humana, meio pássaro, que persegue almas prometidas.
Produção, equipa e estreia do diretor na ficção
Produzido pela La Ursa Cinematográfica, com produção executiva de Felipe Guimarães, o longa marca a estreia de Rafhael Barbosa na direção de ficção em longa-metragem, após seu primeiro filme ‘Cavalo’ estrear em 2021.
O produtor ressalta o desafio de criar um universo fantástico em baixo orçamento, que exigiu trabalho coordenado de direção de arte, efeitos, som e fotografia, e a união de talentos locais e nomes do cinema nordestino.
Locações e apoio institucional
Cerca de 70% das filmagens ocorreram em Penedo, cidade ribeirinha integrante da Rede de Cidades Criativas da Unesco na categoria cinema, com cenas também rodadas em Belo Monte, Pão de Açúcar e Maceió, valorizando paisagens do baixo São Francisco e do sertão.
O filme foi contemplado por edital da Secult em parceria com o programa Arranjos Regionais do Fundo Setorial do Audiovisual e Ancine, e recebeu patrocínio da Lei Paulo Gustavo e do Magazine Luiza por meio da Lei do Audiovisual.
Circulação e impacto para o audiovisual alagoano
A presença na Mostra Competitiva do Olhar de Cinema posiciona a produção no circuito nacional, abrindo caminho para a circulação de outras obras alagoanas, e reforça o investimento do governo estadual em políticas públicas para o setor cultural.
A secretária Mellina Freitas destacou a força criativa dos realizadores locais, e o superintendente Wyllyson Santos avaliou que o filme simboliza uma nova fase do audiovisual alagoano, com produções cada vez mais presentes nos principais espaços do país.
Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.