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Padilha defende norma publicitária das Bets parecida com a do cigarro
O ministro Padilha expressou preocupação com o crescimento do vício em apostas online, comparando a situação atual com o cenário histórico do cigarro. Em entrevista recente, ele defendeu a implementação de ações mais restritivas em relação à publicidade das casas de apostas, seguindo o modelo adotado para o tabaco.
“Pra mim hoje, o problema das bets é um problema de vício na mesma dimensão que foi o do cigarro”, afirmou o ministro, destacando que, assim como o cigarro, as apostas online também possuem forte apelo publicitário, inclusive em contextos esportivos.
Padilha relembrou que a publicidade do cigarro atingia diversas esferas, incluindo crianças e eventos esportivos, exemplificando com a Fórmula 1, que era amplamente patrocinada pela indústria do tabaco. A comparação visa alertar para a necessidade de um controle mais rigoroso na divulgação das apostas.
Conforme informação divulgada em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena na Rádio Nacional, a fala do ministro reforça a urgência de debater o impacto social e os mecanismos de controle para o mercado de apostas online.
Aumento da fiscalização sobre canetas emagrecedoras
Em outro ponto, o ministro Padilha comentou sobre o aumento da fiscalização referente às chamadas canetas emagrecedoras. Segundo ele, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem intensificado o controle sobre esses medicamentos.
Padilha ressaltou que, além da fiscalização da Anvisa, é fundamental ampliar o acompanhamento das farmácias de manipulação que produzem esses produtos. A medida visa garantir a segurança e a qualidade dos medicamentos comercializados.
“Tem algumas farmácias de manipulação que se transformaram em verdadeiras indústrias e elas precisam ter as mesmas regras que uma indústria que produz medicamentos têm”, declarou o ministro, indicando a necessidade de equiparação regulatória entre farmácias de manipulação e grandes indústrias farmacêuticas.
A declaração de Padilha sinaliza uma preocupação crescente do governo com a regulamentação de produtos que prometem emagrecimento rápido, buscando proteger a saúde pública e coibir práticas irregulares no mercado farmacêutico.