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A prévia de novembro, com alta de 0,20%, deixa o acumulado de 12 meses em 4,5%, limite máximo da meta de inflação do governo, veja os principais fatores que influenciaram o resultado
O resultado prévio de inflação de novembro veio em 0,20% no IPCA-15, movimento que faz o acumulado em 12 meses recuar para 4,5%, exatamente o limite da meta do governo.
O número interrompe uma sequência de meses acima da tolerância e marca o primeiro acumulado em 12 meses dentro da meta desde janeiro de 2025, quando também estava em 4,5%.
Os dados citam variações em itens como passagens aéreas, combustíveis e alimentos, influências que serão confirmadas no IPCA cheio de novembro, conforme informação divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Como a prévia mudou o cenário da inflação
Com a alta de 0,20% no IPCA-15, o acumulado em 12 meses caiu de 4,94% em outubro para 4,5% em novembro, retraindo desde o pico de 5,49% registrado em abril.
A meta do governo é de 3% ao ano com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, indo no máximo a 4,5%, e o resultado devolve o índice para esse teto.
Instituições financeiras ouvidas pelo boletim Focus, do Banco Central, estimam que o IPCA deve terminar o ano em 4,45%, dentro da tolerância da meta.
Principais pressões e freios do mês
A alta do grupo despesas pessoais representou o maior impacto no IPCA-15, 0,09 ponto percentual, puxada por hospedagem, com 4,18%, e pacotes turísticos, com 3,90%.
No grupo de transportes, as passagens aéreas subiram 11,87%, sendo o subitem que mais pressionou o índice entre os 377 produtos e serviços pesquisados.
Por outro lado, os combustíveis caíram -0,46% no mês, a gasolina recuou 0,48%, e esses itens foram os que mais ajudaram a segurar o IPCA-15, com impacto de -0,02 ponto percentual, ao lado do leite longa vida, arroz e energia elétrica residencial.
Alimentação e comportamento por domicílio
O grupo alimentação e bebidas interrompeu uma sequência de quedas, mas a alimentação no domicílio recuou 0,15%, sendo este o sexto recuo seguido desse item.
Em 12 meses, a alimentação no domicílio acumula alta de 3,61%, abaixo do IPCA-15 geral, o que ajuda a moderar o ritmo da inflação registrada na prévia.
Metodologia da prévia e próximos prazos
O IPCA-15 tem metodologia semelhante ao IPCA, com diferença no período de coleta e na abrangência geográfica, a prévia cobre preços coletados de 14 de outubro a 13 de novembro.
O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país, incluindo as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, do Recife, de São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.
O IPCA cheio de novembro será divulgado em 10 de dezembro, data em que será possível confirmar se a tendência revelada pela prévia se manteve até o fechamento do mês.