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quarta-feira, junho 3, 2026

Mulheres na Redemocratização no Senado: exposição homenageia 36 profissionais e seis parlamentares, destaca Mara Régia, Viva Maria, documentário e seminário em dezembro

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Exposição Mulheres na Redemocratização no Senado destaca 36 profissionais e seis representantes do Congresso, relembra o papel das comunicadoras e anuncia documentário e seminário

A mostra Mulheres na Redemocratização foi inaugurada no Senado Federal e dá início a uma série de ações para recontar a participação feminina no processo de retorno à democracia.

A exposição reúne 36 profissionais e seis representantes no Congresso Nacional que atuaram há 40 anos pela liberdade, e traz também homenagens a mulheres muitas vezes invisibilizadas durante a Constituinte.

A iniciativa inclui visitação presencial na galeria Ivandro Cunha Lima e acesso virtual pela página do Senado na internet, conforme informação divulgada pelo Senado Federal.

A mostra e as homenageadas

A exposição, aberta na terça-feira, dia 25, celebra o protagonismo feminino no período que culminou na Constituição de 1988.

Organizada pela Rede Equidade e pelo Comitê Permanente de Gênero e Raça do Senado Federal, a mostra destaca tanto nomes de grande visibilidade, quanto profissionais cuja atuação foi menos reconhecida à época.

Mara Régia, rádio e mobilização

Entre as homenageadas está a jornalista da Empresa Brasil de Comunicação, Mara Régia di Perna, uma das comunicadoras mais premiadas do país, com mais de 40 anos de carreira no rádio.

Mara Régia é responsável pelo programa Viva Maria, da Rádio Nacional de Brasília, desde o início dos anos 1980, e lembra a força do rádio na mobilização popular naquele período.

Ao falar na inauguração da mostra, a comunicadora ressaltou, “Mobilizamos as pessoas” nos momentos de votação, e destacou que, a duras penas, foi possível inserir na Constituição que homens e mulheres eram iguais em direitos.

A jornalista também afirmou, “A palavra é o que fica, a nossa ação, a transformação e a vida em comum”, sinalizando a dimensão simbólica e prática da participação feminina na construção democrática.

Programação, seminário e documentário

Além da exposição, os organizadores anunciaram a produção de um documentário e a realização de um seminário no dia 9 de dezembro, das 8h30 às 18h, no auditório Antonio Carlos Magalhães.

O seminário integra a programação dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, e reunirá pioneiras de movimentos de resistência para debater memória e futuro.

Segundo a coordenação da Rede Equidade, os debates previstos contam com três painéis, que abordarão movimentos de mulheres durante a ditadura, lutas e resistências no campo e nas florestas, e experiências institucionais voltadas ao fortalecimento da democracia com equidade de gênero e raça.

Legado e reconhecimento

Maria Terezinha Nunes, coordenadora da Rede Equidade, explicou que a exposição busca revelar o protagonismo feminino em um período de profundas transformações.

Na avaliação de Nunes, “Essas mulheres que lutaram muito nesse período tiveram uma contribuição muito significativa, que fez toda a diferença”, afirmando o caráter duradouro do legado deixado por essas ativistas e profissionais.

A mostra oferece, assim, uma oportunidade para revisitar histórias, reconhecer trajetórias e conectar a memória das lutas daquela época com as pautas atuais pela igualdade de gênero e raça.

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