26 C
Maceió
quarta-feira, junho 3, 2026

Encontro Estudantil 2025 em Alagoas reúne estudantes, artes, dança e projetos sustentáveis em homenagem a Nise da Silveira, com prêmios e inovação

Mais Lidas

Não fique refém dos algoritmos, nos siga no Telegram e fique atualizado com as últimas notícias.

No primeiro dia da 8ª edição, o Encontro Estudantil 2025 apresentou 37 pinturas, festivais de dança e teatro, projetos sustentáveis e prêmios que destacam o protagonismo dos alunos

O primeiro dia do Encontro Estudantil 2025 da Rede Pública Estadual de Alagoas foi marcado por cor, movimento e muita troca de conhecimento entre estudantes de todo o estado.

Exposições, festivais de dança e teatro, além de apresentação de projetos, ocuparam o Cepa e outros pontos do complexo educacional, envolvendo 13 Gerências Especiais de Educação.

As atividades celebraram os 120 anos da médica alagoana Nise da Silveira, ressaltando a arte como forma de expressão e comunicação, conforme informação divulgada pela Imprensa – Governo de Alagoas.

Artes, palco e legado de Nise da Silveira

No Colégio Princesa Isabel foram realizadas a Mostra Estudantil de Artes Plásticas de Alagoas, com 37 desenhos e 37 pinturas, e os Festivais Estudantis de Dança e de Teatro, com nove equipes em cada modalidade.

A secretária de Estado da Educação, Roseane Vasconcelos, visitou as exposições e destacou o trabalho dos alunos, com as próprias palavras: “O Encontro Estudantil é o momento onde os nossos estudantes têm a chance de mostrar todo o seu talento, todo o seu potencial. Visitei as exposições deste primeiro dia e gostaria de parabenizar os estudantes e os seus professores pelo engajamento e qualidade dos trabalhos apresentados”, disse a secretária de Estado da Educação, Roseane Vasconcelos.

Entre os artistas em exposição estão José Flávio de Souza Neto e Pâmela da Silva Barros. Flávio, aluno autista da Escola Estadual Gilvana Ataíde, definiu sua obra assim, “Aqui temos a dualidade, do que é visto e do que é real”, acompanhado pela professora orientadora Thalita Abreu.

Pâmela explicou a inspiração, “Arte é a possibilidade de expressar o que pensa. Aqui colocamos a sensibilidade da Nise (da Silveira) para ver e extrair o talento de cada paciente”.

Projetos sustentáveis e o programa Professor Mentor

Na sede da 13ª GEE, o programa “Professor Mentor, meu projeto de vida”, em parceria com a Fapeal, apresentou treze projetos, um por regional, nas dimensões sustentabilidade ambiental, empreendedorismo social, cultura digital e mediação artístico-cultural.

Entre os destaques, um trabalho da Escola Estadual Professor Ernani Mero, em Penedo, propôs o reaproveitamento da água de condensação de aparelhos de ar-condicionado para usos não potáveis.

O líder da equipe, Wesley, descreveu o projeto de forma objetiva, “Resumidamente, o projeto é o aproveitamento da água do ar-condicionado para usos que não exigem água potável”, explica Wesley.

O Professor Mentor também oferece bolsas de pesquisa e ações de recomposição da aprendizagem, visando fortalecer o projeto de vida dos estudantes.

Premiações, olimpíadas e reconhecimento

No Cenfor, o evento distribuiu o Prêmio Cerina Angélica e o Prêmio Professor Edvaldo Albuquerque, e promoveu a Olimpíada de História de Alagoas, Olhal 2025.

A premiação Edvaldo Albuquerque reconhece iniciativas acadêmicas e científicas com impacto escolar. A estudante Laura Letícia Rodrigues da Costa, de Arapiraca, afirmou sobre a honraria, “Fiquei muito feliz em receber o prêmio Edvaldo Albuquerque, porque ele não só desenvolve mais o interesse dos jovens pelo protagonismo, dedicação aos estudos e realização de projetos, como também pode incentivar aqueles que ainda não têm contato com a ciência, com o mundo acadêmico ou com Olimpíadas de Conhecimento. É uma forma de buscar aquilo que desejam e conquistar mais prestígio durante o ensino médio e, quem sabe, na faculdade”, afirmou.

A Olhal reuniu alunos interessados na preservação da memória e da história local. Sobre a participação na olimpíada, José Anderson Souza da Silva, da Escola Estadual Rocha Cavalcanti, explicou, “Isso proporciona uma participação na perpetuação da memória coletiva. Com a Olimpíada, nós temos jovens contribuindo para a criação de conhecimento e para o desenvolvimento do que já foi transmitido por gerações. Com mais jovens aprendendo, há uma perpetuação da cultura”, explicou.

O Prêmio Cenira Angélica destacou ações de impacto social. A estudante Milena, de Santana do Ipanema, apresentou o projeto “Anjo da Alegria”, voltado a crianças internadas, e contou sobre a expansão da iniciativa, “Começamos o projeto no ano passado e, este ano, agregamos mais pessoas, mais anjinhos. É uma satisfação imensa estar aqui hoje representando minha escola e minha gerência. É muito bom conhecer coisas novas, pessoas novas e viver esses ensinamentos”, afirmou.

Depoimentos de avaliadores e continuidade do encontro

Profissionais que participaram como avaliadores e orientadores também ressaltaram o valor do evento para o desenvolvimento dos alunos. Karina Vilela Calheiros, avaliadora do festival de dança, contextualizou sua experiência, “Estive aqui ano passado como professora-orientadora, o mundo girou e hoje estou como avaliadora. Vejo neste evento a oportunidade realmente de desenvolver a autonomia, produção e conhecimento destes estudantes. Na minha época, também como estudante da rede, a gente não tinha e nem sonhava com uma celebração como esta. Este ano com um fator especial para mim, como ex-moradora do bairro de Bebedouro, da Rua Faustino Silveira, pai da Nise, é como uma volta no tempo”, revela.

O Encontro Estudantil 2025, promovido pela Secretaria de Estado da Educação, segue até quinta-feira, reunindo apresentações, debates, exposições e premiações que visam incentivar o protagonismo estudantil e fortalecer a educação pública em Alagoas.

- Advertisement -

Mais Notícias

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Advertisement -

Últimas Notícias