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quarta-feira, junho 3, 2026

Pix completa cinco anos, se firma como principal meio de pagamento do Brasil e se aproxima de R$ 30 trilhões ao ano, diz Banco Central

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Em 2023, o Pix moveu R$ 26,4 trilhões e, até outubro deste ano, atingiu R$ 28 trilhões, com 170 milhões de adultos e 20 milhões de empresas ativos no sistema

Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix chega aos cinco anos como o método de pagamento mais usado no país, com transferências instantâneas e baixo custo, e cresce em ritmo que se aproxima de R$ 30 trilhões ao ano.

Em 2023, o sistema movimentou R$ 26,4 trilhões, quase o dobro do PIB de 2024, e até outubro deste ano já alcançou R$ 28 trilhões em transações, segundo o Banco Central.

A plataforma ampliou a inclusão financeira, gerou concorrência e reduziu tarifas, além de ganhar funções como Pix Cobrança e Pix Automático, conforme informações da Agência Brasil.

Escala e inclusão financeira

O Banco Central avalia que o Pix reduziu custos de distribuição de dinheiro e trouxe novos consumidores ao sistema bancário, o que potencializou o uso do pagamento instantâneo em todo o país.

“Por um lado, teve essa redução de custo de distribuição de dinheiro. Por outro lado teve, vamos dizer assim, esse aumento da fatia de clientes e do consumo dos clientes e, obviamente, como o Pix trouxe muita concorrência com o sistema de pagamentos, acabou havendo uma redução de tarifas assim”, disse.

A avaliação é de Renato Gomes, diretor de organização do sistema financeiro e resolução do Banco Central, em transmissão online.

Funcionalidades que substituem boleto e débito

Criado para transferências entre pessoas, o Pix ganhou o Pix Cobrança, que cumpre o papel do boleto, e o Pix Automático, que equivale ao débito automático, ampliando usos para empresas e serviços.

Segundo dados recentes, 170 milhões de adultos e mais de 20 milhões de empresas usam o Pix, o que consolida o método como principal ferramenta de pagamentos no Brasil.

Como o Pix foi desenvolvido pelo Banco Central

As discussões oficiais começaram em 2016, com requisitos fundamentais publicados pelo Banco Central em 2018, e a base de dados e a administração assumidas pelo BC em agosto de 2019.

O nome Pix foi anunciado em fevereiro de 2020. O teste iniciou em 3 de novembro de 2020, para uma fatia entre 1% e 5% dos clientes e em horários especiais, e o funcionamento 24 horas começou em 16 de novembro de 2020.

Pressão externa e investigação dos EUA

No contexto de medidas do governo dos Estados Unidos como pressão contra o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, o Pix se tornou alvo de investigação comercial.

O governo Trump iniciou a apuração apontando que o Pix poderia prejudicar empresas financeiras americanas. Em resposta ao USTR, o Brasil afirmou que “o Pix visa à segurança do sistema financeiro, sem discriminar empresas estrangeiras”.

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