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OMS emite alerta máximo para sarampo nas Américas, com aumento de 32 vezes nos casos e foco em países sem vacinação.
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta urgente sobre o alarmante crescimento de casos de sarampo nas Américas. Em um período recente, a região registrou um aumento de 32 vezes na incidência da doença, com os Estados Unidos, México e Canadá concentrando a vasta maioria das notificações. O principal fator apontado pela Opas é a **baixa cobertura vacinal** e a falta de histórico de vacinação entre os infectados.
O cenário preocupante levou a Opas a retirar o certificado de região livre de transmissão do sarampo do continente em novembro passado. A entidade considera o aumento um “sinal de alerta que requer uma ação imediata e coordenada” entre os países membros para conter a propagação do vírus, que é altamente contagioso e pode levar a complicações graves e óbitos.
No Brasil, a situação é de controle, mas a vigilância é constante. Conforme informação divulgada pela Opas, o país somou 38 notificações de sarampo em 2025, sendo que a grande maioria dos casos ocorreu em pessoas sem histórico de vacinação. Apesar desse número, o Brasil mantém o status de país livre do sarampo, um feito conquistado após um período de circulação do vírus que levou à perda dessa certificação em 2019.
Entendendo o Surto nas Américas e o Risco para o Brasil
A Opas detalha que, dos 38 casos registrados no Brasil em 2025, dez foram importados, 25 relacionados à importação e três com fonte de infecção desconhecida. Os casos confirmados distribuíram-se por diversos estados, incluindo Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Tocantins. O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, ressalta que o surto na América do Norte representa um **risco constante** para o Brasil devido à circulação de pessoas.
“Voos diários do Canadá, México e Estados Unidos para cá fazem com que seja inexorável a entrada de alguém com sarampo no nosso território”, afirmou Kfouri à Agência Brasil. Ele enfatiza a necessidade de o Brasil manter seus esforços para preservar a condição de zona livre do sarampo, o que exige vigilância ativa e altas coberturas vacinais para evitar a transmissão sustentada da doença.
A Importância da Vacinação e a Situação Brasileira
A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra o sarampo. O Brasil tem visto um **avanço expressivo na cobertura vacinal** da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Dados preliminares de 2025 indicam um aumento significativo em relação a 2022, com a cobertura vacinal subindo de 80,7% para 93,78% e a dose de reforço de 57,6% para 78,9%. A meta mínima para evitar surtos é de 95% de cobertura vacinal, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações.
A vacina tríplice viral é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A primeira dose é aplicada aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses. Pessoas com até 59 anos que não tenham o esquema vacinal completo devem procurar um posto de saúde para atualizar a caderneta. O Ministério da Saúde tem intensificado ações de vacinação, especialmente em áreas de fronteira e cidades turísticas, visando manter a proteção da população contra o sarampo.
O que é o Sarampo e Como se Prevenir
O sarampo é uma doença viral extremamente contagiosa, que se manifesta com sintomas como febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas que se espalham pelo corpo. Complicações graves como pneumonia, encefalite (inflamação do cérebro) e cegueira podem ocorrer. A **vacinação é a única e principal forma de prevenção** e controle da doença. A Opas recomenda que os países membros reforcem a vigilância epidemiológica, a vacinação e as ações de prevenção, investigando rapidamente casos suspeitos e ampliando as coberturas vacinais para garantir a saúde pública.