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quarta-feira, junho 3, 2026

Alerta Máximo nas Américas: Brasil Reforça Vacinação Contra Sarampo Diante de Surto Continental

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Brasil em Alerta Máximo com Aumento de Sarampo nas Américas, Saúde Reforça Vacinação

O Brasil encontra-se em estado de alerta máximo devido ao expressivo aumento de casos de sarampo em países vizinhos das Américas. A preocupação é justificada pelo risco de reintrodução da doença, que o país se esforça para manter sob controle.

O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, assegura que ações de prevenção e controle estão sendo executadas continuamente. O objetivo é preservar a condição do Brasil como área livre do sarampo, um status conquistado com grande esforço.

No ano passado, o continente americano registrou 14.891 casos de sarampo em 14 países, resultando em 29 mortes. Este ano, até o início de março, já foram confirmadas 7.145 infecções, evidenciando a gravidade da situação regional. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde, o Brasil registrou seu primeiro caso importado em 2026, uma bebê de 6 meses que contraiu a doença em viagem à Bolívia, país que enfrenta um surto ativo.

Cobertura Vacinal e Ações de Prevenção

Apesar de 38 casos terem sido confirmados no Brasil em 2025, o país ainda não corre o risco de perder seu certificado de área livre do sarampo, obtido em 2024, pois não há transmissão sustentada em território nacional. “Por conta do cenário internacional, o Ministério [da Saúde] está em alerta máximo. Nós vamos manter essa certificação, mas, para isso, a gente precisa continuar vacinando a população e alertando que a vacina é a principal prevenção, além de promover ações específicas em locais que estão com a cobertura mais baixa”, explica Eder Gatti.

O Ministério da Saúde tem direcionado campanhas de vacinação para as áreas de fronteira, visando barrar a entrada do vírus. O calendário básico do Sistema Único de Saúde (SUS) prevê duas doses da vacina contra o sarampo: a primeira aos 12 meses, com a tríplice viral, e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral. No ano passado, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema vacinal na idade correta. Pessoas com até 59 anos sem comprovação de duas doses devem procurar a imunização.

Investigação Rigorosa e Bloqueio Vacinal

As autoridades de saúde realizam um trabalho minucioso de investigação e resposta a todos os casos suspeitos de sarampo, mesmo que a maioria se mostre negativa. Em 2025, foram notificadas 3.818 suspeitas. Em 2026, até 26 de janeiro, o painel do Ministério da Saúde indicava 27 suspeitas. “Pegando como exemplo esse caso confirmado, quando o município fez a identificação da suspeita, prontamente notificou o Ministério e já começou o bloqueio vacinal. Ou seja, levantou todas as pessoas que tiveram contato com o possível doente para identificar outros sintomáticos e eventuais fontes da infecção. Aí, bloqueia-se todo mundo, aplicando a vacina”, detalha o diretor do PNI.

Uma força-tarefa realiza busca ativa de outros casos suspeitos, visitando casas no entorno de onde a pessoa possivelmente infectada reside. Vizinhos também são vacinados preventivamente. Profissionais de saúde vasculham laboratórios e unidades de saúde em busca de pessoas com sintomas não notificados. Se a infecção for confirmada, o paciente e sua comunidade são monitorados por três meses.

Preocupação com Viagens Internacionais e Domésticas

Eder Gatti reitera que o Brasil possui as ferramentas necessárias para evitar a repetição do cenário de surtos visto em outros países americanos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já está divulgando informações sobre a importância da vacinação em aeroportos e portos, antecipando o aumento do fluxo de turistas.

A preocupação se estende a destinos turísticos internos, como o litoral, a Amazônia, o Pantanal e Foz do Iguaçu, além da extensa fronteira terrestre com alta circulação de pessoas. “Por isso, não podemos nunca deixar de falar de sarampo e da vacinação e fazer ações para manter as altas coberturas”, enfatiza Gatti. A flexibilização das normas de vacinação inclui a aplicação da “dose zero” em bebês de 6 meses a 1 ano em contato com casos suspeitos, que ainda assim deverão receber as doses recomendadas posteriormente.

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