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Vacina contra a dengue 100% brasileira, dose única e integrada ao PNI, com previsão de uso gratuito pelo SUS no início do calendário vacinal de 2026 e 1 milhão de doses prontas
O registro da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan foi aprovado pela Anvisa, e o governo pretende iniciar a aplicação gratuita pelo SUS em 2026.
A vacina Butantan-DV é apresentada como o primeiro imunizante no mundo de apenas uma dose, com 1 milhão de unidades já prontas para distribuição e estimativa de mais de 30 milhões de doses em meados de 2026.
O anúncio oficial foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e autoridades estaduais, e segue para discussão na Comissão Tripartite, visando a incorporação ao Programa Nacional de Imunização, conforme informação divulgada pelo Instituto Butantan e pelo Ministério da Saúde.
Detalhes da aprovação e cronograma
A Anvisa aprovou o registro da Butantan-DV, vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan, com previsão de aplicação gratuita no SUS a partir do começo do calendário vacinal de 2026.
O ministério da Saúde vai apresentar a novidade à Comissão Tripartite, formada por secretários estaduais e municipais de saúde, e discutir a estratégia de incorporação ao PNI, com intenção de iniciar a utilização em 2026, segundo afirmou o ministro.
Padilha destacou a confiança na segurança e nos dados do imunizante, e afirmou, textualmente, “Queremos começar a utilização dessa vacina no começo do calendário vacinal de 2026”.
Produção, eficácia e metas de distribuição
O Instituto Butantan informou que já há 1 milhão de unidades prontas para distribuição, e que trabalha para ter mais de 30 milhões de doses em meados de 2026, reduzindo o tempo entre aprovação e oferta à população.
A Butantan-DV é descrita como o primeiro imunizante no mundo de apenas uma dose, um atributo que, segundo especialistas e gestores, pode aumentar a adesão e simplificar a logística de vacinação em massa.
Sobre a produção antecipada, Priscilla Perdicaris, secretária-executiva da Saúde do Estado de São Paulo, afirmou, “Mesmo antes da aprovação, o Butantan correu para produzir 1 milhão de doses, porque sabíamos que eram estudos robustos e que seriam aprovados”.
Impacto na logística e na cobertura vacinal
O fato de ser dose única é apontado como diferencial operacional, pois facilita a programação das campanhas e reduz a necessidade de retornos, o que deve ampliar a cobertura vacinal.
Priscilla também disse, “Para nós que estamos na operação, isso muda completamente a história do jogo: facilita a logística e aumenta a adesão da população”.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ressaltou a importância, afirmando, “ser dose única vai nos ajudar muito do ponto de vista da logística e da cobertura vacinal. Infelizmente ainda perdemos muitas vidas para a dengue e é um cenário que vamos poder reverter rapidamente com uma vacina 100% brasileira”.
Fala dos governantes, números da doença e próximos passos
O ministro Alexandre Padilha comemorou a aprovação, e declarou, “Hoje é um dia de alegria, de vitória da vacina, de vitória da ciência, de vitória da cooperação entre o SUS brasileiro e de suas instituições públicas que estão espalhadas pelo país, entre elas o Instituto Butantan”.
Padilha também destacou a segurança do produto, afirmando, “Sabemos já dos dados publicados, sabemos da segurança dessa vacina. Estamos falando de um hat-trick: é uma vacina 100% brasileira, tem capacidade de proteção ampla e é uma dose apenas”.
O governo lembra que o Brasil enfrentou em 2025, especificamente, “866 mil casos de dengue e 1.108 mortes confirmadas”, o que reforça a urgência de ampliar a proteção da população.
Os próximos passos incluem a finalização da logística de distribuição, a definição de público-alvo e calendário pelo PNI, e a apresentação a secretarias estaduais e municipais para operacionalizar a oferta gratuita da vacina contra a dengue já a partir do início de 2026, conforme o cronograma anunciado.