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PF amplia investigação sobre o desvio de verba para hospitais públicos, com medidas de constrição patrimonial, prisões preventivas e intervenção em unidades de saúde
A Polícia Federal deflagrou nova fase da Operação Paralelo Cinco, para desarticular uma organização suspeita de desviar recursos na área da saúde.
As ações ocorreram em Jaguari, no Rio Grande do Sul, e em Embu das Artes, em São Paulo, envolvendo empresários que geriam hospitais municipais.
A investigação detalha repasses públicos que teriam sido ocultados e transferidos para contas sem vínculo com os serviços prestados.
conforme informação divulgada pelo g1
Operação e medidas executadas
Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão preventiva. Além disso, 20 investigados sofreram medidas cautelares, como afastamento de funções e suspensão de atividades econômicas.
O Juízo das Garantias da 2ª Vara Federal de Santana do Livramento designou interventores nos hospitais municipais, com objetivo de preservar o atendimento e proteger recursos públicos.
Como funcionava o esquema
Segundo a investigação, um grupo de empresários de Porto Alegre assumiu a gestão dos hospitais de Jaguari e Embu das Artes, e receberam mais de R$ 340 milhões em recursos públicos entre 2022 e agosto de 2025.
O inquérito aponta que o grupo emitia notas fiscais falsas e ocultava o verdadeiro destino dos recursos, transferindo rapidamente valores para dezenas de contas de pessoas físicas e jurídicas.
O financiamento originalmente destinado aos hospitais era desviado para contas-convênios, cuja utilização teria servido para pagar despesas pessoais, como aluguéis de imóveis de alto padrão, viagens de luxo e remunerações elevadas sem prestação de serviços.
Constrição patrimonial e bloqueios
Para garantir a recuperação de ativos e dificultar a dissociação dos recursos, a operação executou medidas de constrição patrimonial, com o sequestro de bens.
Foram sequestrados 14 imóveis, apreensão de 53 veículos e uma embarcação. Em complementação, também foram bloqueados mais de R$ 22,5 milhões em contas bancárias.
Próximos passos da investigação
A Polícia Federal informou que prossegue com o aprofundamento do rastreamento de ativos, a análise de novos elementos de informação e o reforço do conjunto probatório.
Os suspeitos devem ser interrogados pelos crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de capitais e outros delitos conexos, e a apuração conta com apoio técnico do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul e da Controladoria-Geral da União.