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Pagamentos de aposentadorias e pensões seguem garantidos, diz Rioprevidência, mesmo com liquidação do Banco Master pelo BC e avanço de investigações da PF
O Rioprevidência afirmou que o pagamento de aposentadorias e pensões está garantido, mesmo após a liquidação do Banco Master. A autarquia informou ter aplicado cerca de R$ 960 milhões no banco.
O fundo administra benefícios de aposentados e pensionistas, enquanto os salários de ativos ficam com a Secretaria de Fazenda. A folha do estado soma 421,793 servidores, com 177.925 ativos e 84.385 pensionistas, e total mensal de R$ 3,2 bilhões.
Segundo o Rioprevidência, os papéis têm vencimento em 2033 e 2034, e há negociação para troca por precatórios federais. As apurações da PF e a liquidação foram oficializadas pelo BC, conforme nota do Rioprevidência e comunicados da Polícia Federal e do Banco Central.
Garantia de pagamento e dimensão da folha do estado
O Rioprevidência reforçou que os pagamentos a aposentados e pensionistas estão cobertos. A autarquia separa a gestão de benefícios dos servidores inativos da remuneração dos ativos, que é de responsabilidade da Fazenda.
De acordo com os dados informados, a folha do governo do Rio reúne 421,793 servidores, sendo 177.925 funcionários ativos e 84.385 pensionistas. O desembolso mensal totaliza R$ 3,2 bilhões, abrangendo segurança e demais áreas do estado.
Aplicações no Banco Master, rating e plano de troca
No comunicado, o Rioprevidência disse ter investido cerca de R$ 960 milhões no Banco Master entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034. A autarquia nega que o valor supere R$ 2,6 bilhões.
“O montante relativo ao investimento que vem sendo equivocadamente veiculado se deve a um cálculo feito pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), que inclusive já foi esclarecido pelo Rioprevidência em recurso apresentado à Corte de Contas”.
O órgão afirmou que “está em negociação para substituir as letras por precatórios federais”. À época das aplicações, o Master tinha autorização para funcionar e possuía rating nacional de longo prazo A-, atribuído pela Fitch Ratings.
Segundo o Rioprevidência, as operações seguiram os regramentos vigentes e o Plano Anual de Investimentos, aprovado pelo Conselho de Administração, o que, na visão da autarquia, atestava a conformidade das decisões.
Críticas do Sepe e histórico de questionamentos
Em nota, o Sepe manifestou preocupação com a gestão do fundo. Para o sindicato, o órgão tem “a má administração e gestão temerária, vive envolvido em denúncias e escândalos a respeito da malversação das suas verbas”.
O Sepe citou a CPI do Rioprevidência, que investigou operações de crédito do fundo. Segundo o sindicato, essas operações teriam causado prejuízo de R$ 17 bilhões, ponto que elevou a pressão por transparência e governança.
Operação da PF e liquidação do Banco Master
A Polícia Federal prendeu no Aeroporto de Guarulhos o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A ação integra a Operação Compliance Zero, que apura emissão de títulos de crédito falsos no sistema financeiro.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, estimou que as fraudes podem ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões. As investigações indicam empréstimos simulados e carteiras de crédito fraudulentas, com destaque para operações com o BRB.
O Banco Central oficializou a liquidação extrajudicial do Master. O banco atraía recursos com ofertas de até 140% do CDI, acima do usual para instituições menores, e também atuava com precatórios.
Segundo os relatos, o Master emitiu títulos em dólares, mas não captou os recursos previstos. Na véspera, o grupo Fictor chegou a anunciar a compra do banco, movimento que não impediu a liquidação oficializada pelo BC.