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quarta-feira, junho 3, 2026

Pacto global para proteger manguezais reúne 46 governos na COP30 em Belém, Mangrove Breakthrough destaca Brasil e fortalece governança costeira

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Na COP30 em Belém, adesões ao pacto global para proteger manguezais crescem, reforçando governança integrada, participação social e metas para resultados concretos

O pacto global para proteger manguezais alcançou 46 governos signatários durante a COP30, em Belém. O avanço destaca regiões costeiras e dá centralidade aos manguezais na agenda climática.

A iniciativa busca alinhar políticas globais e ações locais, com foco em proteção e restauração. A estratégia pretende destravar financiamento, fortalecer gestão e ampliar resultados em áreas litorâneas.

Segundo os organizadores, o Mangrove Breakthrough é implementado por governos locais, em parceria com comunidades tradicionais e pescadores, conforme informação dos organizadores do Mangrove Breakthrough.

Compromisso central com os manguezais

Para os articuladores, é essencial colocar os manguezais no centro das políticas climáticas, unindo escalas local e global.

“Este grupo compartilha um compromisso comum de colocar os manguezais no centro da ação climática em políticas globais e ações locais”, diz a diretora executiva da Rare no Brasil, Monique Galvão.

Futuro resiliente depende das comunidades

O pacto global para proteger manguezais enfatiza a valorização de quem vive e cuida desses ecossistemas no dia a dia.

“O futuro dos manguezais depende das pessoas que vivem com eles e cuidam deles todos os dias – os verdadeiros guardiões dos manguezais – e da nossa capacidade coletiva de valorizar, proteger e restaurar esses ecossistemas vitais para um futuro resiliente”, acrescenta.

Governança integrada e liderança brasileira

Segundo os organizadores, o Mangrove Breakthrough fortalece a governança integrada, com implementação por governos locais e participação social estruturada.

“O que vemos é um exemplo inspirador de como a liderança climática nasce nos territórios. O Brasil mostra ao mundo que políticas positivas para os manguezais podem unir todos os níveis de governo em torno de resultados concretos”, destaca a diretora do Programa Marinho e Costeiro da Conservation International Brasil, Nátali Piccolo.

Com 46 governos engajados, o pacto mira resultados mensuráveis, do planejamento à execução, com foco contínuo em manguezais e em soluções de base comunitária.

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