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terça-feira, junho 23, 2026

Pólio: SUS retoma duas doses de reforço da vacina injetável em agosto

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SUS volta a oferecer duas doses de reforço da vacina contra a pólio com imunizante injetável

A partir de 3 de agosto, o Sistema Único de Saúde (SUS) implementará uma nova estratégia de vacinação contra a poliomielite. Todas as crianças a partir de 4 anos de idade receberão uma dose adicional de reforço, totalizando cinco aplicações do imunizante injetável. Essa medida marca o retorno a um esquema vacinal mais robusto, semelhante ao que era praticado anteriormente.

O esquema anterior utilizava a vacina oral contra a pólio, conhecida como gotinha, para as doses de reforço. No entanto, devido a riscos raros de mutação do vírus atenuado, o Ministério da Saúde optou por padronizar a vacina injetável, inativada, em todas as cinco doses recomendadas.

A decisão foi tomada após reuniões da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e comunicada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI), Isabela Ballalai, ressalta a importância do reforço para manter a imunidade elevada, especialmente diante de surtos localizados em outros países, conforme informado pelo Ministério da Saúde.

Importância do reforço vacinal

A especialista Isabela Ballalai explica que a proteção conferida pela vacina pode diminuir com o tempo. Por isso, doses adicionais de reforço são cruciais para garantir que as crianças mantenham um alto nível de proteção contra o poliovírus. O esquema com dois reforços é considerado o padrão pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Proteção para menores de 5 anos

A vacina contra a poliomielite é especialmente recomendada para crianças menores de 5 anos, pois essa faixa etária apresenta maior risco de desenvolver quadros graves da doença. Em situações de surto, a vacinação de adultos também pode ser considerada, dependendo da avaliação epidemiológica.

Histórico da pólio no Brasil

O Brasil não registra casos de poliomielite há 37 anos e foi certificado como área livre da circulação do vírus em 1994. Contudo, a erradicação global ainda não é completa, e a vacinação contínua é fundamental para prevenir o retorno da doença. Entre 1968 e 1989, o país enfrentou mais de 26 mil infecções por pólio, que pode causar paralisia e, em casos extremos, levar à morte.

Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.

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