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ANS define reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais em 2025
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou o teto de reajuste para planos de saúde individuais e familiares para o ano de 2025. O percentual máximo autorizado para o aumento será de 5,11%. Esta definição visa equilibrar os custos das operadoras com a capacidade de pagamento dos consumidores.
O período de isolamento social devido à pandemia de Covid-19, que levou à redução no uso de serviços de saúde não emergenciais, influenciou a forma como os reajustes são calculados. A diminuição na demanda por certos procedimentos contribuiu para baixar os custos operacionais dos planos de saúde em determinados momentos.
A decisão da ANS, após validação do Ministério da Fazenda, segue agora para publicação no Diário Oficial da União. O percentual anunciado para 2025 representa uma desaceleração em relação aos anos anteriores, quando os reajustes foram mais expressivos, como os 15,5% em 2022 e 9,63% em 2023. Conforme informado pela ANS.
Quando o reajuste será aplicado?
O novo índice de reajuste de 5,11% é válido para os planos de saúde individuais e familiares contratados a partir de 1º de janeiro de 1999. A aplicação do aumento está atrelada ao mês de aniversário do contrato, que é a data em que o plano foi originalmente firmado.
Para os beneficiários cujos contratos têm aniversário nos meses de maio e junho, a ANS estabeleceu uma regra de transição. Nesses casos, o reajuste poderá ser cobrado a partir de julho ou, no máximo, em agosto, com a cobrança retroagindo ao mês de aniversário do contrato. Essa medida busca acomodar a implementação do novo percentual.
Metodologia de cálculo do reajuste
A ANS utiliza uma metodologia específica para definir o percentual de reajuste anual, que leva em conta a frequência de utilização dos serviços de saúde e a variação das despesas assistenciais das operadoras. Essa abordagem considera não apenas a inflação geral, mas também os custos diretos relacionados à prestação de serviços médicos.
A fórmula de cálculo da ANS combina dois índices principais: o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA), com peso de 80%, e a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com peso de 20%. O IVDA reflete os custos das operadoras, incluindo despesas com equipamentos, insumos médicos e remuneração de profissionais.
O diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, destacou que o objetivo é buscar um equilíbrio que garanta a sustentabilidade do setor de planos de saúde e, ao mesmo tempo, a capacidade de pagamento dos beneficiários. A variação de 5,11% para 2025 ficou acima da inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses até maio, que foi de 4,64% segundo o IPCA-15.
Reajustes em planos empresariais e coletivos
É importante ressaltar que este reajuste de 5,11% se aplica especificamente aos planos de saúde individuais e familiares. Os planos empresariais e coletivos seguem uma dinâmica diferente, onde os percentuais de reajuste são definidos por meio de negociação direta entre a pessoa jurídica contratante e a operadora do plano.
Um levantamento recente da ANS indicou que os planos empresariais e coletivos apresentaram uma variação média de 9,9% nos primeiros meses de 2026, o que representa a menor alta registrada nos últimos cinco anos para essa modalidade de plano. Essa informação contrasta com o teto estabelecido para os planos individuais.
Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.