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Em Londres, o Sistema ASTROS foi apresentado na Future Artillery 2026 como vetor de alcance e integração digital, com foco nos mísseis MTC e MTB para ampliar dissuasão e autonomia
O destaque do evento mostrou a evolução da artilharia brasileira rumo a operações multidomínio, com ênfase em alcance, mobilidade e integração em rede.
A Avibras Aeroco apresentou projetos estratégicos, e o Exército detalhou prioridades técnicas e doutrinárias para o futuro próximo.
O balanço foi apresentado durante a conferência internacional, conforme informação divulgada pelo Exército Brasileiro durante a Future Artillery 2026, em Londres.
Apresentação do programa e prioridades operacionais
Na conferência, o gerente do Subprograma Artilharia de Campanha, General de Brigada R/1 Moises da Paixão Junior, expôs a nova estrutura do Programa Estratégico ASTROS-FOGOS, que reúne iniciativas de mísseis, foguetes, artilharia de tubo e defesa antiaérea.
Entre as prioridades do Exército estão o aumento do alcance dos sistemas, maior mobilidade operacional, digitalização do controle de tiro e integração em rede dos elementos de combate, pontos que buscam elevar precisão, velocidade de resposta e interoperabilidade.
Tecnologias nacionais, MTC e MTB e a indústria de defesa
Os projetos do Sistema ASTROS contemplam os mísseis MTC, Míssil Tático de Cruzeiro, e MTB, Míssil Tático Balístico, desenvolvidos pela Avibras Aeroco, reforçando a aposta na capacidade industrial nacional.
O desenvolvimento doméstico visa aumentar a autonomia tecnológica, reduzir dependência externa, e gerar empregos qualificados, pesquisa e inovação em áreas como eletrônica, materiais avançados e integração de sistemas.
Impacto na doutrina, formação e dissuasão estratégica
A incorporação de capacidades de longo alcance e integração digital altera o papel tradicional da artilharia, que passa a atuar também como elemento de dissuasão, negação de área e ataque de precisão contra alvos estratégicos.
O avanço exige atualização operacional constante, aperfeiçoamento doutrinário e maior cooperação entre Forças Armadas, indústria e centros de pesquisa, para garantir emprego eficaz do Sistema ASTROS em cenários complexos.
Guerra multidomínio e desafios futuros
A guerra multidomínio demanda integração entre capacidades terrestres, aéreas, marítimas, espaciais e cibernéticas, e sistemas como o Sistema ASTROS ganham papel central nesse quadro por combinar alcance e conectividade.
Os próximos passos apontados no evento incluem testes de integração, aumento da mobilidade logística, aperfeiçoamento do controle digital de tiro e esforços para consolidar a Base Industrial de Defesa brasileira, visando competitividade internacional e soberania tecnológica.