23.2 C
Maceió
sábado, junho 13, 2026

Molécula Inesperada da Ufal Gera Patente nos EUA Contra Parasitas

Mais Lidas

Não fique refém dos algoritmos, nos siga no Telegram e fique atualizado com as últimas notícias.

Molécula Inesperada da Ufal Gera Patente nos EUA Contra Parasitas

Uma molécula desenvolvida em laboratório na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) alcançou um marco importante com a concessão de uma patente nos Estados Unidos. A descoberta, fruto de uma colaboração com a Fiocruz, PUC-Rio e uma universidade da Califórnia, tem potencial para combater parasitas causadores de doenças negligenciadas, como malária e leishmaniose, unindo química e saúde pública.

A pesquisa teve início há cerca de 15 anos com o objetivo de sintetizar novas substâncias para doenças de menor interesse comercial. A proposta inicial do professor Mário Meneghetti era criar metalofármacos, compostos com elementos metálicos, visando potencializar a ação antimalárica, semelhante à cloroquina.

O projeto buscava superar a resistência que os parasitas desenvolvem a medicamentos tradicionais. A equipe da Ufal, especializada em síntese molecular, uniu forças com laboratórios focados em avaliação farmacológica. A parceria com a Fiocruz, liderada pela professora Antonia Krettli, foi fundamental para testar o potencial antimalárico das substâncias criadas.

Um Resultado Surpreendente no Laboratório

Durante o processo de síntese, uma molécula intermediária apresentou uma atividade inesperada contra a malária, mesmo antes da adição do metal planejado. Essa substância mostrou-se eficaz, especialmente contra cepas de parasitas resistentes à cloroquina, chamando a atenção dos pesquisadores e impulsionando novos estudos.

A resistência parasitária à cloroquina é um desafio significativo para o desenvolvimento de tratamentos. A estratégia da pesquisa foi criar compostos que mantivessem a atividade antimalárica, mas que pudessem contornar os mecanismos de defesa dos parasitas resistentes.

Colaboração Multidisciplinar para o Avanço Científico

A Ufal contribuiu com a expertise em síntese molecular, produzindo a substância ativa no Grupo de Catálise e Reatividade Química (Gcar). A infraestrutura e equipamentos do grupo foram essenciais para a preparação e identificação da molécula.

A pesquisa expandiu-se com a formação de uma rede de cientistas, incluindo a University of California San Francisco (UCSF) e a PUC-Rio. Essa colaboração permitiu análises abrangentes, envolvendo estudos biológicos, farmacológicos e químico-computacionais, resultando em publicações e depósitos de patentes.

Potencial de Inovação e Próximos Passos

A molécula desenvolvida não só agiu contra cepas resistentes de parasitas, como também se destacou pela facilidade de síntese e custo competitivo. Esses fatores indicam um promissor potencial para futuras aplicações práticas e continuidade dos estudos.

O reconhecimento internacional, com a patente nos Estados Unidos, demonstra o potencial de inovação gerado pelas pesquisas universitárias. O professor Meneghetti ressalta que muitas pesquisas da Ufal têm potencial patenteável globalmente.

Embora a patente tenha sido concedida, novos estudos estão em andamento para avaliar a toxicidade da molécula. O grupo da Ufal também trabalha na síntese de compostos ainda mais potentes, visando fortalecer a proteção da patente e atrair investimentos para o licenciamento e desenvolvimento de novos medicamentos.

Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.

- Advertisement -

Mais Notícias

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Advertisement -

Últimas Notícias