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quarta-feira, junho 3, 2026

Malária em Crianças: SUS Lança Tratamento Revolucionário com Tafenoquina Pediátrica e Promove Saúde na Amazônia

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SUS Inova no Combate à Malária Infantil com Tafenoquina Pediátrica e Investe R$ 970 mil em Áreas Críticas

O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um passo significativo no combate à malária em crianças e adolescentes com o início da distribuição de um novo tratamento pediátrico. A novidade é a introdução da tafenoquina na formulação de 50 mg, especificamente desenvolvida para crianças com peso entre 10 kg e 35 kg, representando um avanço importante para a saúde infantil no Brasil.

Até então, o medicamento era restrito a pacientes com 16 anos ou mais. A decisão de expandir o uso para o público infantil visa atender a uma parcela expressiva da população afetada pela doença, já que cerca de 50% dos casos de malária no país ocorrem em crianças. A iniciativa busca fortalecer o controle da malária, especialmente nas regiões mais vulneráveis.

A entrega dos comprimidos está sendo realizada de forma gradual, priorizando áreas de alta incidência na região Amazônica. O Brasil se destaca mundialmente ao ser o primeiro país a oferecer essa terapia pediátrica, demonstrando um compromisso com a erradicação da doença. Conforme divulgado pelo Ministério da Saúde, serão distribuídos inicialmente 126.120 comprimidos.

Tafenoquina Pediátrica: Mais Eficácia e Menos Complicações

O novo medicamento é indicado para casos de malária vivax (Plasmodium vivax) em pacientes com peso superior a 10 kg, desde que não estejam grávidas ou amamentando. A eficácia da tafenoquina tem sido comprovada na redução de recaídas e da transmissão da malária, um desafio histórico no tratamento da doença.

Um dos grandes benefícios da nova apresentação é a administração em dose única. Isso contrasta com esquemas terapêuticos anteriores que exigiam até 14 dias de tratamento, o que frequentemente resultava em baixa adesão por parte das crianças e suas famílias. A praticidade e o conforto proporcionados pela dose única facilitam o cumprimento do tratamento.

O Ministério da Saúde ressalta que essa mudança terapêutica contribui para a eliminação completa do parasita e a prevenção de novas crises de malária. Além disso, o ajuste de dose conforme o peso da criança garante maior precisão e eficácia no combate à doença.

Foco na Região Amazônica e Investimento em Saúde Indígena

O investimento do Ministério da Saúde na aquisição da tafenoquina pediátrica totalizou R$ 970 mil. As primeiras 64.800 doses serão direcionadas a Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) com alta incidência de malária, como Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes.

Esses territórios concentram aproximadamente 50% dos casos de malária em crianças e jovens de até 15 anos, reforçando a importância estratégica dessa distribuição. O DSEI Yanomami foi o primeiro a receber o medicamento, totalizando 14.550 comprimidos, seguindo o exemplo do recebimento da versão para adultos (150 mg) no início de 2024.

Malária: Um Desafio Contínuo na Amazônia

O Ministério da Saúde reconhece a malária como um dos principais desafios de saúde pública na Amazônia, agravado por fatores geográficos e sociais que aumentam a vulnerabilidade, especialmente em áreas de difícil acesso e em territórios indígenas.

Para enfrentar essa realidade, o ministério tem intensificado o monitoramento e as ações de controle vetorial, além da busca ativa de casos e a disponibilização de testes rápidos. Essas estratégias têm mostrado resultados expressivos.

Resultados Positivos e Redução de Óbitos

No território Yanomami, entre 2023 e 2025, observou-se um aumento de 103,7% na realização de testes, crescimento de 116,6% nos diagnósticos e uma impressionante redução de 70% nos óbitos por malária. Esses dados demonstram a eficácia das ações implementadas.

Em âmbito nacional, o ano de 2025 registrou o menor número de casos de malária desde 1979, com uma redução de 15% em relação a 2024. As áreas indígenas do país também apresentaram uma diminuição de 16% no mesmo período. A Amazônia continua sendo o epicentro da doença, concentrando 99% dos casos nacionais.

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