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quarta-feira, junho 3, 2026

OMS confirma 8 casos de Hantavírus Andes em surto de navio de cruzeiro

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OMS confirma 8 casos de Hantavírus Andes em surto de navio de cruzeiro

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou um total de oito casos da cepa Andes de hantavírus, associados a um surto em um navio de cruzeiro que navegava pelo Atlântico. Esta cepa é a única conhecida por ser transmissível entre humanos, gerando preocupação e investigações em andamento para entender a origem e a propagação do vírus.

Até 13 de maio, foram registrados 11 casos no total, sendo oito confirmados, um inconclusivo e dois prováveis, resultando em três óbitos. A OMS detalhou que dois dos óbitos foram confirmados e um provável, todos ligados à infecção pela cepa Andes. A entidade também informou sobre casos em passageiros repatriados para França, Espanha e Estados Unidos.

Os casos confirmados em laboratório são todos de infecção pela cepa Andes e ocorreram entre passageiros a bordo do navio MV Hondius. As investigações, em colaboração com autoridades da Argentina e do Chile, buscam elucidar as circunstâncias da exposição inicial e a origem do surto. A hipótese principal é que o primeiro caso tenha adquirido a infecção em terra, antes de embarcar.

Evidências apontam para transmissão entre pessoas no navio

As evidências atuais sugerem fortemente que a transmissão subsequente do hantavírus ocorreu de pessoa para pessoa a bordo do navio. Uma análise preliminar das sequências genéticas do vírus, divulgada pela OMS, corrobora essa hipótese ao mostrar uma similaridade quase idêntica entre os casos confirmados.

O surto está sendo gerenciado por meio de uma resposta internacional coordenada. Esta resposta inclui investigações epidemiológicas detalhadas, isolamento e tratamento clínico dos pacientes afetados, além de evacuações médicas. Testes laboratoriais e rastreamento internacional de contatos, quarentena e monitoramento também fazem parte das ações.

Cepa Andes: um risco de transmissão comunitária

A cepa Andes do hantavírus é de particular interesse devido à sua capacidade de transmissão entre humanos. Diferentemente de outras cepas, que geralmente são transmitidas por roedores, a Andes pode se espalhar diretamente de uma pessoa infectada para outra, geralmente através de contato próximo com fluidos corporais. Isso aumenta o risco de surtos em ambientes onde as pessoas convivem em proximidade, como em um navio.

A OMS continua monitorando a situação e colaborando com as autoridades sanitárias dos países envolvidos para conter a propagação do vírus e prevenir futuros contágios. A vigilância e a rápida identificação de casos são cruciais para o controle de surtos de hantavírus, especialmente em cenários de transmissão inter-humana.

Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.

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