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quarta-feira, junho 3, 2026

Vacina contra Ebola: OMS estima de 6 a 9 meses para imunizante contra cepa na África

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Vacina contra Ebola: OMS estima de 6 a 9 meses para imunizante contra cepa na África

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que o desenvolvimento de uma vacina eficaz contra a cepa de ebola que assola a África pode levar entre seis a nove meses. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em Genebra, em meio aos crescentes surtos registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda.

Vasee Moorthy, consultor e líder da área de pesquisa e desenvolvimento da OMS, explicou que o processo de seleção de vacinas candidatas está sendo agilizado. Contudo, a conclusão e a disponibilização para a população demandam tempo considerável, mesmo com a urgência imposta pela situação.

A OMS aponta que há uma vacina promissora em desenvolvimento, focada especificamente na cepa Bundibugyo, responsável pelos surtos atuais. No entanto, ainda não há doses disponíveis para a realização de ensaios clínicos. Moorthy enfatizou que esta é a candidata considerada mais promissora.

Desenvolvimento em Duas Frentes

Uma segunda vacina candidata também está em fase de desenvolvimento. De acordo com Moorthy, doses para ensaios clínicos dessa outra opção podem estar disponíveis em cerca de dois a três meses. A expectativa, contudo, é cercada de incertezas e dependerá dos resultados de testes em animais para ser considerada viável.

A OMS contabiliza quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas em decorrência dos surtos na RDC e em Uganda. Na RDC, 51 casos foram confirmados oficialmente, mas a OMS reconhece que a dimensão real do surto na região pode ser significativamente maior.

Situação em Uganda e RDC

Em Uganda, dois casos foram confirmados na capital, Kampala, em indivíduos que tiveram contato com a RDC. Um deles faleceu, e o outro, um cidadão norte-americano, foi transferido para a Alemanha para tratamento. O surto na RDC foi oficialmente declarado como o 17º no país.

A doença foi confirmada em oito de 13 amostras de sangue coletadas no distrito de Rwampara, na RDC, onde um surto de alta mortalidade foi inicialmente identificado. Paralelamente, Uganda confirmou o surto após um caso importado de um congolês que morreu na capital.

Diante da gravidade da situação, o diretor-geral da OMS declarou que os surtos de ebola causados pelo vírus Bundibugyo na RDC e em Uganda constituem uma emergência de saúde pública de importância internacional, mobilizando esforços globais para contenção e desenvolvimento de soluções.

Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.

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