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Visita da ADESG-AL à Cooperativa Pindorama mostrou como o modelo cooperativista Pindorama integra agricultura, indústria e pecuária, com ênfase na verticalização e agregação de valor
A comitiva de estagiários da ADESG-AL realizou uma imersão técnica na Cooperativa Pindorama para entender, em campo, o funcionamento do **modelo cooperativista Pindorama** e suas implicações para o desenvolvimento regional.
Durante a experiência prática, os participantes percorreram o parque industrial, unidades agrícolas e instalações de pecuária para observar a cadeia produtiva integrada, da matéria-prima ao produto final.
A atividade ocorreu no âmbito do CEPE 2025 e proporcionou análise direta das práticas de governança, industrialização e assistência técnica aplicadas pela cooperativa, conforme informação divulgada pela ADESG-AL.
Origem histórica e a visão de René Bertholet
A história da cooperativa remonta ao início da década de 1950, quando programas federais de colonização direcionaram investimentos para o sul de Alagoas.
O técnico suíço René Bertholet foi decisivo para consolidar o projeto, ao implantar um modelo baseado na distribuição de terras, assistência técnica contínua, organização democrática e participação coletiva nos resultados econômicos.
A compreensão inicial de que apenas distribuir terra não bastava motivou a criação de um sistema produtivo completo, capaz de garantir mercado, industrialização e sustentabilidade financeira aos agricultores.
Da produção agrícola à industrialização integrada
Ao longo das décadas, a Cooperativa Pindorama evoluiu de colônia agrícola para um complexo agroindustrial estruturado, com unidades dedicadas a sucos, molhos, derivados e processamento de cana.
A fábrica de sucos marcou a trajetória da cooperativa nos anos 1960, com o suco de maracujá ganhando destaque nacional, e desde então a produção foi modernizada e ampliada.
Na unidade de molhos e derivados, o ciclo industrial envolve seleção, higienização, processamento térmico, envase e rotulagem, o que demonstra a capacidade de agregação de valor no campo.
A usina de açúcar e álcool mantém a cana-de-açúcar como cultura estruturante, mas foi adaptada para produzir etanol combustível e álcool sanitizante, capacidade acionada em escala durante a pandemia para atender à demanda local e estadual.
Diversificação, pecuária e sustentabilidade econômica
A visita ao confinamento de gado evidenciou a estratégia de diversificação, com engorda intensiva, manejo técnico e alimentação controlada, reduzindo a dependência da cana-de-açúcar.
Essa integração entre agricultura, pecuária e indústria fortalece a resiliência econômica da cooperativa diante de oscilações de mercado e mudanças políticas, contribuindo para estabilidade na região.
Parte do açúcar produzido é destinada a linhas internas, como balas, goiabadas e doces, demonstrando a verticalização e a busca por maior valor agregado dentro do sistema produtivo.
Governança cooperativa, memória e impacto regional
A governança da cooperativa se apoia em assembleias regulares, participação democrática dos associados e planejamento técnico orientado, com assistência agronômica e suporte administrativo aos cooperados.
O Museu René Bertholet preserva documentos, fotografias e registros da trajetória coletiva, reforçando a dimensão simbólica do projeto e a importância da memória institucional.
Embora ainda pouco conhecida fora de Alagoas, a experiência da Cooperativa Pindorama constitui um caso concreto de sucesso na integração entre agricultura familiar, agroindústria e organização coletiva, e oferece lições sobre planejamento e liderança para processos de reforma agrária e inclusão produtiva.
Para contato e sugestões, a ADESG-AL disponibiliza o WhatsApp 21 99459-4395.