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Comitiva paquistanesa conheceu em Arapiraca experiência em alimentação escolar do Estado de Alagoas, com foco no PNAE, aquisição da agricultura familiar e infraestrutura para refeições estudantis
A comitiva do Paquistão realizou em Alagoas visitas técnicas para observar, na prática, a implementação do programa de alimentação escolar, com ênfase na compra de produtos da agricultura familiar e na gestão dos recursos públicos.
O encontro, realizado no início de dezembro, teve como cenário a Escola Estadual Costa Rego, em Arapiraca, unidade que oferta o ensino integral e atende 528 estudantes.
As informações sobre a agenda e as apresentações feitas à delegação foram registradas pela imprensa oficial do estado, conforme informação divulgada pela Imprensa – Governo de Alagoas.
Objetivo da missão e participantes
A visita foi promovida no âmbito de intercâmbio liderado pelo Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimento, em parceria com o Fida, com apoio da Agência Brasileira de Cooperação, do FNDE e do Ministério de Desenvolvimento Agrário.
A delegação paquistanesa contou com dez integrantes, sob o comando do ministro do Departamento de Planejamento e Desenvolvimento do Governo do Baluchistão, Zahoor Ahmed Buledi, além de representantes do Fida, incluindo o analista de programas Julio Worman e a diretora do Fundo no Paquistão, Fernanda Thomaz da Rocha.
O que foi apresentado na escola
Na Escola Estadual Costa Rego a equipe da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas detalhou a estrutura e o funcionamento do processo de alimentação escolar, desde as normatizações federais e estaduais até o cronograma de distribuição de recursos e a construção dos cardápios.
Os visitantes puderam verificar a infraestrutura de cozinhas e refeitórios, além de espaços como laboratórios, biblioteca e convivência, e dialogaram com professores e estudantes sobre a rotina das refeições e os critérios nutricionais adotados.
Boas práticas e conexão com a agricultura familiar
O foco do intercâmbio incluiu a experiência do Programa Nacional de Alimentação Escolar, o PNAE, e o Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA, como mecanismos que permitem a compra direta de produtos da agricultura familiar para compor os cardápios escolares.
A estratégia alagoana foi destacada por priorizar uma nutrição de qualidade, balanceada e nutritiva, e por incentivar a compra local, reduzindo cadeias logísticas e fortalecendo a produção familiar.
Reação dos interlocutores e próximos passos
A superintendente de Alimentação Escolar e nutricionista, Raquel Vasconcelo, afirmou, “Estamos extremamente realizados pela possibilidade de ter esse destaque e pelo reconhecimento dos governos do Brasil e do Paquistão em relação ao trabalho realizado na rede estadual de Alagoas.”
Fernanda Thomaz da Rocha, diretora do Fida no Paquistão, destacou o interesse paquistanês em adotar um programa similar ao PNAE, observando o modelo de repasse de verbas e diretrizes de financiamento para garantir refeições a todos os alunos da Educação Básica.
“O Fida trabalha aqui no Brasil e trabalha lá também. Temos programas com o governo de apoio ao produtor da agricultura familiar. Já o PMA está apoiando a outra parte, que é como conectar, como estabelecer um programa de alimentação escolar e a gente vai fazer agora esse link com a produção da agricultura familiar”, explicou Fernanda, reforçando a intenção de conectar produção local e políticas de segurança alimentar.
Impactos esperados
O intercâmbio reforça o papel da alimentação escolar como política pública capaz de promover segurança alimentar, estimular economias locais e garantir alimentação adequada a estudantes da Educação Básica.
Ao observar as práticas alagoanas, os paquistaneses buscam elementos para adaptar no contexto do Baluchistão, com olhares voltados para gestão, transparência nos repasses, formação de cardápios e articulação com a agricultura familiar.
O intercâmbio internacional enfatiza ainda a relevância de fóruns como o Centro de Excelência Sul-Sul do PMA, que promove troca de experiências entre países da África, Ásia e América Latina com base no PNAE.