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Visita institucional à Xmobots aproxima Marinha da Base Industrial de Defesa, com foco em capacidades do Nauru 100D para vigilância costeira, fluvial e operações anfíbias
A Marinha do Brasil realizou uma visita institucional à empresa Xmobots com o objetivo de avaliar capacidades tecnológicas nacionais aplicáveis às operações militares contemporâneas.
O encontro teve ênfase em sistemas aéreos não tripulados, em especial no modelo desenvolvido pela indústria brasileira, visando ampliar a consciência situacional e reduzir riscos aos combatentes.
A agenda também teve caráter de diálogo entre usuários e desenvolvedores, com objetivo de alinhar requisitos operacionais e acelerar a maturação de soluções técnicas.
conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco
Avaliação operacional e interesse da Marinha
A visita contou com a presença do Comandante Carlos Alexandre Tunala da Silva, oficial superior do Corpo de Fuzileiros Navais, e focou na avaliação do emprego do Nauru 100D em missões compatíveis com o perfil dos Fuzileiros.
Durante as conversas, foram discutidos conceitos de emprego como reconhecimento, vigilância persistente e apoio à tomada de decisão em ambientes litorâneos e fluviais.
O intercâmbio técnico permitiu relacionar necessidades operacionais reais com as soluções apresentadas pela indústria, com ênfase em adaptar sistemas ao uso embarcado e expeditionário.
Nauru 100D, tecnologia nacional e missões ISTAR
Desenvolvido com tecnologia própria, o Nauru 100D é um UAS eVTOL projetado para missões ISTAR, inteligência, vigilância, aquisição de alvos e reconhecimento.
Sua capacidade de decolagem e pouso vertical amplia a flexibilidade de emprego em áreas restritas, reduzindo dependência de infraestrutura aeroportuária e facilitando operações anfíbias.
A apresentação técnica destacou integração de sensores, autonomia e arquitetura de sistemas compatível com operações modernas, evidenciando potencial para missões costeiras e de patrulha fluvial.
Integração Força, Indústria e fortalecimento da Base Industrial de Defesa
A iniciativa reforça a importância estratégica da integração entre as Forças Armadas e a indústria nacional, elemento-chave para a consolidação da Base Industrial de Defesa.
O diálogo direto entre usuários operacionais e desenvolvedores permite ajustar projetos, acelerar a maturação tecnológica e reduzir dependências externas, contribuindo para maior autonomia estratégica.
Ao estreitar laços com empresas brasileiras de alta tecnologia, a Marinha busca fomentar geração de conhecimento e fortalecer o ecossistema nacional de ciência, tecnologia e inovação em defesa.
Perspectivas e próximos passos
O interesse demonstrado pela Marinha indica a relevância crescente de plataformas não tripuladas no apoio às operações navais e anfíbias, em consonância com tendências observadas em forças armadas de referência.
Na prática, avaliações operacionais e ensaios futuros deverão orientar adaptações, certificações e possíveis aquisições, sempre alinhadas às necessidades dos usuários e às capacidades da indústria nacional.
Informações adicionais e sugestões de pauta podem ser encaminhadas via os canais do setor, conforme divulgado pela fonte.